Se não bastasse o aumento significativo da concorrência que a internet trouxe para a #Televisão, o envelhecimento de formatos e conteúdos dos programas vai cada vez mais colocando em xeque a capacidade de renovação dos produtores e criadores de atrações para esta mídia. A mesma que sofre duplamente com a escassez quase absoluta de novos talentos em todas as áreas. Com a morte ou aposentadoria dos mais velhos, os quadros vão se ressentindo de uma renovação necessária. E que não está tendo a marcha que seria desejável e há uma explicação para isto.

Com a quase morte do circo que sempre foi um celeiro de novos artistas, fechou-se uma porta de formação e aprimoramento de talentos que tinham depois desta formação uma natural transferência para a televisão.

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Isto pode ser comprovado ainda hoje por muitos artistas que estão na ativa e que, ou vieram do circo ou ao menos já se apresentaram em circos, que hoje praticamente nem existem mais, salvo uma meia dúzia talvez espalhada pelo país.

Uma outra fonte possível de novos talentos seriam as escolas de atores para o teatro, mas estas também são poucas e mal geridas e administradas. Escola de artes dramáticas só existem por iniciativa de alguns atores mais idealistas que dedicam parte de seu tempo a formar novos atores e eventualmente revelar novos talentos para a dramaturgia, o humorismo ou até autores e diretores singulares.

Então o que vemos hoje é a grade de programação das emissoras atulhados de verdadeiros tapa-buracos, com horários alugados para todo tipo de igreja evangélica até nas madrugadas, programas de receitas culinárias e de fofocas, talk-shows com praticamente o mesmo layout de uma mesa, um sofá e um entrevistador, com um conjunto musical (com 4 ou 6 músicos).

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Também os de relatos policiais com apresentadores caricatos assessorados por repórteres externos e helicópteros, que falam pelos cotovelos e tecem comentários demagógicos e exagerados. Tem os de auditório que estão há décadas no ar com modelo desgastado também. Os humorísticos estão capengas de novos autores de textos e atores carismáticos que nos façam rir. E os telejornais, as novelas, os enlatados, os alguma coisa-repórter e o pior de todos os "Brothers" e "fazendas". A persistirem esta pobreza de renovação da TV, a tendência será perder cada vez mais audiência para mídias alternativas e para a internet. #Entretenimento #Inovação