Neste mês de fevereiro, entra em cartaz no Rio de Janeiro, São Paulo e em outras capitais o filme-documentário "Cássia Eller". Esta produção do cineasta Paulo Henrique Fontenelle é resultado da grande curiosidade que ele próprio sentia em saber quem era Cássia Eller.

Nesta nova realização, que estampa o nome de Eller no título, o próprio Fontenelle quer responder as indagações a respeito da cantora. O diretor recebeu o apoio de Maria Eugênia, que por 14 anos foi a companheira de Eller. Ela deu sua aprovação para o diretor focar nas múltiplas facetas da artista.

Para o trabalho ganhar corpo e conteúdo, quarenta entrevistas foram feitas visando a formatação do projeto audiovisual.

Publicidade
Publicidade

Metade delas ingressou na versão final. Muitas conversas com músicos, como Nando Reis e Zélia Duncan, assim como alguns familiares, como Chicão, seu filho, a companheira Maria Eugênia e Wanderson, o tio e produtor, possibilitaram mostrar uma imagem de Cássia ainda mais consistente e que chega a ser surpreendente.

O perfil da cantora abre-se inteiramente e são abordados temas como a #Música que ela tanto amou, sua timidez, as apresentações, sua maneira de ser, a relação às vezes tumultuada com as drogas e a questão afetiva com seus relacionamentos.

Trata-se, portanto, de um verdadeiro resgate da figura de Cássia Eller, uma autêntica artista na arte de cantar. O próprio diretor Fontenelle lembra que Eller deixou uma imagem de cantora rebelde, que aprontava cenas inesperadas no palco.

Publicidade

Ela ficou muito estigmatizada, considera o diretor, que justamente procurou desconstruir essa visão do público em relação à cantora.

Para tanto, pode-se considerar que o filme-documentário efetivamente conseguiu cumprir com seu objetivo de mostrar novas e surpreendentes facetas da personagem-título.

Carreira curta

Certamente, quando a morte de Cássia Eller aconteceu, seus fãs ficaram com a certeza de que ela ainda poderia ter proporcionado muito mais para a música brasileira.

Ela destacou-se nos anos 1980, quando integrou show de Oswaldo Montenegro. Já nos anos 1990, consolidou seu espaço na predileção do público. Em 2011 estava começando uma fase muito promissora, gozando de grande popularidade.

Sua apresentação no Rock in Rio e o lançamento do Acústico MTV ficaram marcadas. Pouco tempo depois, Cássia perderia a vida ao sofrer um infarto no miocárdio. #Cinema