A tensão entre o #Governo Dilma Rousseff e os principais meios de comunicação está se acentuando nos últimos dias. Desde as manifestações do último domingo, 15, a equipe de comunicação do Planalto Central tem trabalhado em estratégias para reverter a crise de imagem que enfrenta a presidenta da república. Uma das medidas tem sido boicotar determinados meios de comunicação.

Segundo o jornalista Lauro Jardim, da revista 'Veja', os aliados de Dilma dessa vez não veicularão determinadas campanhas institucionais e de conscientização em alguns meios de comunicação. O resultado já pode ser visto com a campanha do governo federal sobre o uso consciente da água.

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"O governo destinou cerca de nove milhões de reais para a publicidade. O comercial foi exibido em todas as TVs abertas do país, menos Na TV Globo", disse.

Nesta quinta-feira, 19, a revista 'Isto é' já havia publicado uma matéria dizendo "que a alta cúpula do Partido dos Trabalhadores estudava medidas de coerção contra a TV Record". O governo federal e o PT estariam descontentes com a ampla cobertura jornalística dos protestos contra o governo feita pela TV Globo e Rede Record, o que pode fazer com que ambas as emissoras tenham suas verbas publicitárias cortadas.

A emissora da família Marinho foi a primeira a ser excluída no pacote de publicidade do governo. Uma campanha sobre a conscientização do uso e da economia de água deixou de ser enviada para veiculação. Segundo Lauro Jardim, da Veja, só a verba para as emissoras de #Televisão "custou mais de nove milhões de reais".

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Mais cedo, Rui Falcão, Presidente Nacional do PT, foi o personagem de uma matéria da revista 'Isto é'. A publicação afirmou que Rui "realizou uma reunião fechada com a alta cúpula do PT". Na ocasião, os líderes do partido discutiram ideias de como reagir aos meios de comunicação, que segundo o PT "estariam estimulando os protestos". No debate, segundo a reportagem, Rui sugeriu que "boicotassem a Rede Record devido à ampla cobertura que ela fez contra o governo".