Uma camiseta da grife "Use Huck", do apresentador Luciano Huck, causou polêmica nas mídias sociais e repercutiu em diversos sites na internet e rodas de conversas. À venda no site da marca desde antes do Carnaval, as camisetas contavam com a mensagem "Vem ni mim que eu tô facin", uma alusão à canção de Dado Dolabella. Gostos à parte, qual foi o problema? Acontece que para anunciar o produto, foi utilizada uma modelo de não mais que seis anos de idade e o produto tem numeração específica para o público infantil.


A mensagem da camiseta foi prontamente associada ao abuso infantil e à pedofilia. Na descrição do produto, no site da marca, a explicação de que a estampa é "a cara do Carnaval! Uma camiseta divertida". Até o final da tarde de hoje (2), o produto ainda continuava à venda. Porém, à noite, o site foi tirado do ar por motivo de manutenção.


A assessoria do apresentador enviou uma nota a diversos veículos da imprensa na qual pede "profundas desculpas sobre a camiseta (...)" e diz que sente muito "por todos que foram ofendidos pela imagem", dizendo que não "houve qualquer intenção maldosa". Eles explicam que a arte dessa estampa foi aplicada posteriormente sobre a foto da criança e que, por um erro, as estampas da coleção de Carnaval também foram aplicadas às fotos das crianças e disponibilizadas para venda sem a devida revisão. Até o momento, Luciano Huck não se manifestou sobre o ocorrido.

Outras polêmicas

Essa não foi a primeira polêmica envolvendo as camisetas da marca do apresentador. Em abril de 2014, Huck foi acusado de se aproveitar de um episódio de racismo contra o jogador de futebol Daniel Alves. Depois que Neymar lançou a hashtag #somostodosmacacos no Twitter, conquistando adeptos #Famosos, a grife de Luciano lançou camiseta com a mesma frase, sendo fortemente criticada por se aproveitar do ocorrido para gerar dinheiro.

A grife foi acusada de racismo por não utilizar modelos negros para divulgar seus produtos. Em comunicado, Luciano Huck afirmou que 100% da renda gerada com a venda das camisetas seria destinada a entidades do terceiro setor. #Moda