É natural que os opositores do #Governo Dilma tentam retirá-la do poder utilizando todas as formas possíveis. Uma delas é a mobilização popular, como aconteceu no dia 15 de março. Os protestos foram válidos para pressionar os políticos, demonstrando para eles a total insatisfação dos eleitores com relação às medidas adotadas pelo governo. Essas manifestações podem ter um efeito de mudança pelo receio de deputados e senadores em perder o cargo nas próximas eleições. Entretanto, o pedido de #Impeachment da presidente Dilma Rousseff não tem base jurídica. Portanto, é muito difícil de acontecer.

Mobilização popular

A maioria das pessoas pensa que o movimento "caras pintadas" tirou o ex-presidente Fernando Collor de Mello do poder.

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Analisando os fatos do ponto de vista da letra fria da lei, não foi exatamente isso que aconteceu. Pelo contrário, essa manifestação, que entrou para a história da democracia brasileira, demonstrou a insatisfação do povo com as medidas adotadas pelo até então presidente do Brasil. Fato que impulsionou os políticos a votarem pelo impeachment. Mas, a participação popular parou neste ponto.

Por que Fernando Collor perdeu o cargo de presidente? A resposta é simples: ele foi eleito sendo visto como "o caçador de marajás". Inicialmente, as pessoas mais influentes pensavam que era apenas algo da chamada "politicagem". Todavia, o presidente mostrou que ele estava falando sério, mandando medidas populares para o congresso aprovar, leis que iam contra os interesses da classe alta. Fernando errou ao colocar em prática a ideia de bloqueio de poupanças, mas a ideia era utilizar esse valor para salvar o Brasil do fracasso econômico em que vivia.

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"Os fins justificam os meios" (Nicolau Maquiavel)

Devido à essa medida impopular, os interessados em retirá-lo do poder influenciaram o povo. Entretanto, a real causa do ex-presidente ter sofrido o impeachment foi ele ter sido condenado por corrupção e seu mandato ter sido caçado por 2/3 (54 em 81) dos senadores. Assim, eventualmente, menos desta proporção de políticos tivesse votado, ele não perderia o cargo. Como os políticos estavam interessados na saída dele, houve o impeachment.

Dilma sofrer impeachment

As manifestações foram válidas para pressionar os políticos a não aprovarem medidas impopulares e para que façam a "reforma política". Contudo, para que Dilma saia do Palácio do Planalto, é necessário que a participação dela nos escândalos de corrupção seja comprovada com provas irrefutáveis. Além disso, 2/3 dos senadores deverão votar a favor do impeachment. Caso contrário não haverá perda de mandato. Vale lembrar que o PT tem muito mais que 1/3 (27) políticos no senado.

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Dessa forma, conseguir a proporção necessária para tirar a presidente do poder é muito difícil.

Intervenção Militar

Algumas pessoas, políticos influentes e formadores de opinião, sustentam a ideia de uma possível intervenção militar. Isto é quase impossível, pois as forças militares brasileiras (exército, aeronáutica e marinha) têm a obrigação de proteger a Constituição Federal do Brasil. Nesta carta constitucional, prevê como base a não intervenção militar como preceito fundamental para o livre exercício do Estado Democrático de Direito. Logo, qualquer ação das forças armadas contra a presidente é inconstitucional. Quem participar será visto como traidor da pátria.

Portanto, Dilma Rousseff foi eleita democraticamente, ela tem o direito de exercer a função de chefe de Estado até o fim do mandato, em 2018.