Rui Falcão, atual presidente nacional do PT, teria defendido em reunião secreta com o Partido dos Trabalhadores, que o #Governo faça restrições nos setores comerciais de algumas emissoras. A informação foi publicada nesta semana pela revista "Isto é". O motivo do descontentamento de Rui seria a ampla cobertura dada pela emissora de Edir Macedo às manifestações que aconteceram em todo o país.

Os protestos, que segundo a PM levaram mais de dois milhões de pessoas às ruas, pediram a saída de Dilma Rousseff do poder e o fim da corrupção. A Rede Record chegou a interromper os programas "Domingo Show" e "Hora do faro" para transmitir os protestos.

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O canal ficou ao vivo por mais de quatro horas, mostrando o movimento nas principais capitais e cidades do Brasil, em seu plantão jornalístico.

Apresentado por Reinaldo Gottino, no último domingo, 15, o plantão jornalístico da Record, sobre as manifestações contra o governo Dilma, chegou a levar a emissora da Barra Funda a ficar diversos minutos na liderança da audiência. No entanto, o sucesso entre o público desagradou o presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Rui Falcão.

Em reportagem publicada pela revista "Isto é", Rui teria debatido com a cúpula do partido, em uma reunião fechada, quais medidas o governo poderia adotar em relação a distribuição de patrocínio. Segundo a revista: "Falcão quer tirar a verba dos meios de comunicação que sejam contra o governo, fazendo assim uma nova política de distribuição de anúncios".

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Rui Falcão teria citado na reunião com o PT que "a Record tinha simpatia pelo governo, mas que em busca da audiência teria convocado a população a comparecer às manifestações do domingo". Para o presidente do Partido dos Trabalhadores, "o sucesso das manifestações se deve exclusivamente a atuação da mídia, que convocou durante semanas as pessoas a comparecerem aos protestos", finalizou. Até o momento, a Rede Record não comentou as acusações feitas por Rui. O PT também não se pronunciou sobre a reportagem da "Isto é". #Televisão