No último domingo (5), a aclamada série Mad Men estreou a segunda e última parte de sua sétima temporada. A estreia foi vista por mais de 2.3 milhões de espectadores nos Estados Unidos, mesma audiência da estreia da primeira parte da temporada, que foi ao ar dia 13 de abril do ano passado. Após a estreia, faltam apenas seis episódios para uma das séries mais importantes das últimas décadas se despedir de vez do público.

Mais do que qualquer outro programa da #Televisão mundial, Mad Men consegue capturar a essência da passagem do tempo (e lidar diretamente com as consequências disso). O episódio 'Severance', que estreou domingo, foi, de muitas maneiras, um típico 'primeiro episódio da temporada' de Mad Men.

Publicidade
Publicidade

A sensação de estar para trás e em busca de pistas em cada cena permanece, com um roteiro que se desenrola sem expor muito do que aconteceu na última vez que Don, Peggy, Joan, Roger e Pete estiveram juntos. Na première, Don Draper começar sua busca pessoal por satisfação - seja qual for o meio necessário.

Felicidade de Don?

Embora Don pareça estar com bom humor no início do episódio, isso não dura muito tempo, como de costume. Apesar de estar se solidificando novamente como um ótimo vendedor; apesar de cortejar diversas mulheres; apesar de seu estilo de vida luxuoso; apesar de tudo, Don não consegue não ficar extremamente balançado com a morte chocante e inesperada de uma das únicas mulheres que já o colocou em seu lugar.

Rachel Menken (ou, como é atualmente chamada, Rachel Katz) foi a primeira ameaça real para a 'identidade secreta' de Don.

Publicidade

Quando os dois se conheceram, ainda na 1ª temporada, Don ainda era casado com Betty e tentada esconder a sua verdadeira identidade de todos. E Rachel foi responsável por ameaçar esse segredo. A sua morte tirou Don de sua posição cômoda e o trouxe de volta à realidade. Como a garçonete Diana falou: "Quando alguém morre, você tenta encontrar algum sentido nisso, mas não dá."

Meu nome é Peggy Olsen e eu quero... ser espontânea

A busca de Peggy pela felicidade é tão vital nesses últimos episódios como é para Don. Ambos se esforçam para encontrar a felicidade, tanto dentro como fora do escritório. Essa semana, a série a mostrou buscando uma espontaneidade que seu mentor utiliza de vez em quando.

As decisões aleatórias de Don que o fazem abandonar o trabalho podem trazer um pouco de trabalho, mas Peggy nunca teve permissão de se arriscar. E talvez ainda não tenha. Mas o seu desejo existe, de forma clara, como foi evidenciado por sua vontade de fugir para Paris com o primeiro rapaz.

Publicidade

A década de 70 chegou

Oficialmente, a série passou dos anos 60. O discurso do presidente Nixon no final do episódio entregou a época, que é abril de 1970, conhecida por trazer novas tendências de moda, algo bem visível no figurino da série. E que com certeza será ainda mais destacado nos próximos episódios.

A música de fechamento

A música de encerramento do episódio foi 'Is That All There Is (To Love)' de Peggy Lee e, como todos sabem, o criador da série não seleciona as músicas de fechamento de maneira aleatória.

Com a música dessa semana, Don fica se perguntando se o que ele tem - que muitos consideram ser "tudo" - é realmente tudo o que ele busca para se sentir completo. A primeira parte da sétima temporada foi marcada pelo ressurgimento de Don no mundo dos negócios. A segunda parte deve ser marcada por sua busca por realização pessoal. Essa busca foi iniciada, e é surpreendentemente emocionante perceber que Don não sabe bem por onde começar. #Entretenimento #Seriados