O líder do Racionais MC's, Pedro Paulo Soares Pereira (Mano Brown), foi parado por policiais nessa segunda às 16h na região do Campo Limpo em São Paulo. Segundo os policiais, o rapper cometeu desacato e resistiu a abordagem policial, utilizando de ofensa e menosprezo a um funcionário público cumpridor da lei. Segundo o advogado do rapper, Rafael Ornaghi, Mano Brown sofreu pequenas agressões por parte dos policiais e pensou em fazer uma denúncia contra os próprios, mas logo depois desistiu.

Ainda segundo o advogado do rapper, Mano Brown transitava na via tranquilamente quando foi parado pelos policiais. Eles pediram para o motorista descer e encostar o corpo no veículo para ser revistado.

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Foi quando Pedro Paulo pôs as mãos em cima do carro e pediu 'calma' a um dos policiais. Logo depois, um dos PM's cruzou o braço do rapper e o algemou 'jogando-o' no chão. Os PM's, já na delegacia, negaram a agressão.

O acontecido chamou a atenção da mídia e de político

Por volta das 19h do mesmo dia, o ex-Senador Eduardo Suplicy (PT), que é o secretário de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo, ao saber do caso, imediatamente se deslocou até ao 37º Distrito Policial, (onde o rapper estava detido), e acompanhou o caso de perto. Ele soltou nota em uma rede social defendendo o rapper: "Nesta segunda, Mano Brown, dos Racionais Mc's, foi à farmácia comprar um remédio para sua mãe, que esteve hospitalizada. No caminho, foi parado por um batalhão de PMs. Abriu os vidros, desceu do carro.

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Mandaram ele elevar os braços por trás da cabeça. Brown pediu para não tocarem nele. Um forte policial deu-lhe um mata leão e o derrubou no chão. Diversos passaram a ofende-lo. Algemaram-no e o levaram ao 37DP, no Campo Limpo. Vicente Cândido e eu fomos lá até que fosse liberado, às 20:30hs. Maior respeito e civilidade especialmente aos negros se faz necessário". Suplicy já foi a alguns shows do Racionais MC's.

No Distrito, foi confirmado que o exame médico da carteira de habilitação de Mano Brown estava vencido e o veículo com problemas no licenciamento, que também foi apreendido.

Outros Casos

Um caso parecido já havia acontecido com o rapper, quando em 2014 ele também foi parado por militares, e segundo os mesmos, Mano Brown fez uso de ofensas, além do que, segundo os policiais, foram encontrados vestígios de maconha na roupa do rapper. Ele foi liberado no dia seguinte pagando uma fiança de R$ 60 mil. Em 2009, o rapper foi detido por supostamente estar participando de uma confusão com a torcida do Santos, mas após divulgação de imagens e confirmação da ausência do rapper na briga, ele foi liberado. #Televisão