O cantor Mano Brown, do grupo de rap Racionais MC's, foi detido e preso pela polícia paulista nesta segunda-feira (6) após furar uma blitz no bairro do Campo Limpo, na Zona Sul de São Paulo. Brown foi levado à delegacia por desobediência, desacato e resistência na avenida Carlos Caldeira Filho, ao lado do Terminal João Dias, na Zona Sul da capital paulista.


Como teria ultrapassado a blitz, Mano Brown foi parado em seguida e teria ofendido os soldados que o abordaram. De acordo com o coronel da Polícia Militar, Pedro César Macera, o veículo, um Volkswagen Jetta branco, estaria com uma série de irregularidades, como licenciamento vencido, além do cantor não estar portando sua carteira de motorista. Brown foi conduzido até o 37° distrito policial de São Paulo, que também fica no Campo Limpo.


De acordo com Macera, o líder de um dos maiores grupos de rap do Brasil, senão o maior, furou o bloqueio da polícia e tentou fugir. Ainda segundo o policial, o cantor reclamou de abordagens anteriores, pois esta não é a primeira, e que seria vítima de racismo.


"Nesse caso, porém, o cantor levou as coisas ao extremo. Sabemos que os oficiais estavam apenas fazendo o trabalho deles. Não houve agressão física na abordagem (por nenhuma das partes), somente verbal (de Brown). Ele deve ser indiciado por esse crime, o veículo será apreendido e ele deve ser colocado em liberdade", destacou o PM.


A assessoria de imprensa do rapper confirmou a detenção, mas sem maiores detalhes. Um comunicado oficial deve ser divulgado nos próximos dias.


Defesa de Brown


O advogado do rapper, Rafael Ornaghi, compareceu ao distrito policial e afirmou que o cantor assinaria um termo circunstanciado para ser liberado. Ele disse também que Brown foi "levemente agredido" pelos policiais.


O secretário de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo, o ex-senador Eduardo Suplicy (PT), também compareceu à delegacia por volta das 20h desta segunda para acompanhar o caso.


Outros casos


Esta não é a primeira vez que Mano Brown tem "problemas" com a polícia. Em julho de 2004, ele foi preso por desacato após xingar e tentar agredir policiais militares que supostamente teriam encontrado a ponta de um cigarro de maconha em suas roupas. Ele foi liberado após pagar fiança de R$ 60 na ocasião.


Enquanto isso, em setembro de 2009 ele voltou a ser detido após uma briga na torcida do Santos durante um jogo contra o Corinthians, no Estádio do Pacaembu, em São Paulo. Ele era suspeito de ter participado da confusão, mas a análise das imagens liberou o cantor.
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