A Netflix está investindo cada vez mais em séries próprias. Após o sucesso de "Demolidor", que foi feita em conjunto com a Marvel, a empresa de TV por internet estreou sua nova série Sense8 nessa sexta-feira dia 5, lançando os 12 episódios que compõem a primeira temporada todos de uma vez.

A série mostra a vida de 8 personagens -Will, um policial de Chicago, Naomi, uma blogger transexual de San Francisco que enfrenta o preconceito de sua própria família, Capheus, um motorista de ônibus em Nairobi, Quênia, Kala, uma farmacêutica em Mumbai que tem um noivo arranjado mas que não o ama, Lito, um ator da Cidade do México que esconde a sua homossexualidade, Riley, uma DJ de Londres, Sun, uma executiva em Seoul, Coréia do Sul e Wolfgang, um arrombador de cofres de Berlim- que, de um dia pro outro, descobrem que estão conectados e dividem suas consciências e habilidades.

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Em meio aos atores, um deles trás bastante surpresa. O mexicano Alfonso Herrera, mais conhecido como Poncho, que fez muito sucesso anos atrás como Miguel Arango em Rebelde, mostra que mudou bastante nos últimos anos. Depois de se envolver em polêmicas e de ter sido expulso da Televisa por causa do último filme que estreou "A Ditadura Perfeita", Poncho agora interpreta o namorado de Lito.

Como tudo que tem os irmãos Wachowski, diretores responsáveis por "Matrix", a série é bastante ambiciosa. Não há nenhuma explicação para o que está acontecendo, então o espectador fica perdido no começo, no meio de sentimentos inexplicáveis e o que parecem ser alucinações. Com todos os episódios liberados no mesmo dia fica mais fácil para o espectador entender tudo, já que não haverá aquela espera de uma semana por novos capítulos.

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Após os irmãos Wachowski terem sido acusados de colocarem muitas ideias e de não conseguirem elucidar todos os conceitos em seus filmes, a série parece ser o veículo perfeito para eles. Com 42 minutos de duração em cada episódio, vai ter bastante tempo para eles mostrarem tudo o que quiserem.

Não tão revolucionário quanto "Matrix", porém bem menos problemático que "O Destino de Júpiter", a série que também incluem J. Michael Straczynsk ("A Troca" e "Guerra Mundial Z) na criação e Grant Hill ("Matrix" e "A Viagem") como produtor executivo merece uma maratona nesse fim de semana. #Entretenimento #Televisão #Seriados