Numa homenagem póstuma ao ator José Wilker, morto aos 67 anos em abril do ano passado, será homenageado e terá seu nome imortalizado emeto que dará seu nome a uma avenida, provavelmente em Jacarepaguá.

O decreto foi assinado pelo prefeito carioca Eduardo Paes no dia 19 de maio deste ano e entrou em vigor no Diário Oficial recentemente.

Em abril do ano passado, também houve uma mostra dos filmes dos quais ele participou, intitulada "José Wilker: 50 Anos de Cinema", com lançamento conjunto de um livro. A jornalista Cláudia Montenegro, viúva de Wilker, declarou: "- Fico feliz com todas as homenagens, o Zé merece. Espero que sempre o reconheçam.

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E ele adorava essa cidade que o acolheu e onde ele morou por 50 anos". José Wilker nascera em Juazeiro do Norte, Ceará, e ainda adolescente veio a residir no Recife, junto com a família. Cinéfilo, o ator também foi homenageado em sua cidade natal nomeando uma sala de cinema num shopping.

Curiosidades sobre a vida de José Wilker:

Os filmes mais #Famosos do ator são "Dona Flor e Seus Dois Maridos" de 1976, "Bye Bye Brasil" de 1979, "O Homem da Capa Preta" de 1985 e "O Bem Amado" de 2010.

Considerado um dos atores mais talentosos de sua geração, nos anos 70 e 80 era figura disputadíssima pelos autores de #Novelas, pois sua presença sempre foi certeza de grande sucesso, principalmente na Rede Globo, aonde Wilker trabalhou por quase toda carreira.

Teve rápida passagem pela extinta emissora Manchete, atuando em Carmem (1987), de Glória Perez, e Corpo Santo (1987), de José Louzeiro.

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Mas foi na Globo que Wilker protagonizou sucessos memoráveis, interpretando personagens inesquecíveis como Mundinho Falcão de "Gabriela" em 1975, Rodrigo de "Anjo Mau" em 1976, o grande sucesso de Roque Santeiro, na novela homônima de 1985, Giovanni Improtta, de "Senhora do Destino" em 2004, os vilões Fábio Andrade Brito de "Anos Rebeldes" em 1992, Pedro Lomagno de "Agosto", em 1993 e atuando como o Presidente Juscelino Kubitschek em "JK" no ano de 2006. Em 2012 participou do remake de "Gabriela", desta vez fazendo outro vilão: o Coronel Jesuíno, cujo bordão da personagem "Vou lhe usar", direcionado à esposa Dona Sinhazinha, até hoje é usado pelo povo, inclusive em charges nas redes sociais.

O médico Herbert Marques foi sua última personagem na carreira, na novela Amor à Vida, em 2014.

Profundo conhecedor de cinema, o ator possuía um acervo cinematográfico de respeito, e era o comentarista oficial da Rede Globo nas transmissões do Oscar, além de ter presidido a Riofilme. #Televisão