Poucos, ou quase nenhum grupo de rock, mantém todos os seus integrantes durante sua duração. Desde que foi fundada no final dos anos 60, a banda britânica de rock progressivo Yes não fugiu a essa exceção, até a data de hoje, dia em que faleceu seu único baixista e fundador, Chris Squire, de leucemia, em Phoenix, no Arizona, Estados Unidos. O músico estava se tratando da doença, mas perdeu a batalha neste domingo.

Junto com o vocalista John Anderson, Squire, que em português significa "escudeiro", formou o YES, tendo sido os primeiros integrantes de uma banda que já constava como um projeto de vida dos jovens músicos em 1968.

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Recrutaram o guitarrista Peter Banks, o tecladista Tony Kaye e o excelente baterista Bill Bruford.

Seu primeiro álbum ainda não teria o rótulo de "rock progressivo", nem mesmo o segundo, "Time and a Word". O Yes estava dentro do estilo considerado psicodélico, com alguns elementos de folk. A voz característica de Anderson já marcava o estilo inconfundível do Yes, sem contar o talento da "cozinha" da banda, ou seja, a dupla baixo e bateria: Squire e Bruford, que em vez de ser a "cozinha", formavam uma verdadeira sala de estar vip, pelo enorme talento dos dois instrumentistas.

Ao gravarem seu quarto álbum, "Fragile", considerado a obra-prima do grupo de Anderson e Squire, os principais compositores, faziam a transição do psicodélico para o progressivo, assim como seus grupos-colegas Pink Floyd, Emerson, Lake & Palmer, King Crimson e Jethro Tull.

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Estava consolidado o estilo do Yes no álbum, do qual participaria um verdadeiro "dream team" de músicos. Além de já contarem com os excepcionais Anderson, Squire e Bruford, já tinham o habilidoso e criativo Steve Howe, guitarrista desde o terceiro disco (Yes Album) e o tecladista Rick Wakeman, considerado um dos melhores de todos os tempos. Em "Fragile", cada músico teve direito a uma faixa-solo, sendo que a de Squire fora "The Fish", com um lindo trabalho instrumental do baixista.

A formação clássica, e considerada a melhor da carreira da banda, ainda produziu o ótimo álbum "Close to the Edge", de 1972, quando se dá a saída de Bill Bruford logo após a turnê. Até o disco "Drama", de 1980, que marca a saída de John Anderson, o Yes passa por várias formações, mas sempre com Chris Squire no baixo, que jamais pensara em deixar a banda. Mas precisou dar uma parada, embora entre 1980 e 1983, Squire e o baterista Alan White continuavam a trabalhar juntos. Esse trabalho resultou na reformulação do Yes e na gravação do muitíssimo bem sucedido álbum 90125, com a volta de Anderson e Tony Kaye, e a incorporação do guitarrista Trevor Rabin.

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Foi com essa formação que o Yes tocou na primeira versão do Rock In Rio, em 1985, fazendo uma das melhores apresentações no festival, mostrando ao mundo seu rock progressivo moderno e empolgante.

Na década de 2000, os membros do grupo se reuniam esporadicamente, sem compromissos com gravações e shows, inclusive em 2004 Squire se uniu a uma versão reformulada do The Syn, sua banda antes de criar o Yes.

Christopher Russell Edward Squire, nascido em Londres, no dia 4 de março de 1948, é considerado um dos baixistas mais influenciáveis do rock, inclusive pelo baixista Steve Harris, do grupo de heavy metal Iron Maiden. #Entretenimento #Famosos #Música