Foi o encontro anual da população LGBT. Ocorreu neste final de semana. Foi na cidade de São Paulo. Lutas por direitos ou apenas alegria em participar marcaram os participantes. A Parada Gay foi sucesso mais uma vez. As estatísticas oficiais marcam a participação de 400 mil pessoas.

Este ano foi a glória para quem gosta das séries televisas americanas. As artistas de uma das séries mais famosas - Orange is The New Black - marcaram presença no trio elétrico. Quem viu até que aprovou (normalmente os gringos que tentam passos de samba se tornam hilários) os passos, tímidos no início, que as garotas ensaiaram.

Quem veio? Uzo Aduba, Natasha Lyone e Samira Wiley.

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Não sabe quem são, vamos retornar para a série e dizer quais seus papéis. Suzane "Crazy Eyes" (quem é capaz de esquecer seu cabelo cheio de piparotes?), Nick Nichols (lembram de sua agressividade?) e Poussey Washington (seu cabelo curtinho e desaforamento são impagáveis). Poussey estava com um boné onde se podia ler: "I love girls - eu amo garotas). Agora que você sabe quem estava lá, veja o que elas disseram. Em uníssono, as atrizes, que desfilavam acenando para multidão, disseram estar impressionadas com o grande número de pessoas e estavam encantadas com a alegria demonstrada pela população LGBT presente no evento.

Alguns "machões" que assistiam ao desfile diziam entre si, o que revela certa inveja, que no próximo ano deveria ser programada a primeira parada hétero que mostraria todos os metrossexuais.

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Afinal, quem não é homossexual tem que ter, também, o orgulho hétero.

Quando perguntada pelo seu amor por Pyper Chapman, Crazy Eyes desconversou e com um sorriso maroto, ensaiou, com um pouco mais de vigor e um pouco desajeitada, alguns passos de samba. A decepção no trio elétrico foi a ausência de Valeska Popozuda.

Fica a sugestão para a prefeitura de São Paulo e para a Secretaria de Turismo sobre a parada hétero. Não foram observadas agressões nas imediações, o que já aconteceu em edições anteriores. Os participantes aproveitaram a ocasião para reclamar de Geraldo Alckmin (o governador) e Fernando Haddad (o prefeito) sobre a agressão à travesti Verônica. As autoridades consideram que a parada transcorreu de forma tranquila. #Famosos #Curiosidades