O 'SuperPop' surpreendeu na noite desta segunda-feira, 10. O programa apresentado por Luciana Gimenez na RedeTV!, que é acostumado a receber subcelebridades, teve como convidado um dos jornalistas com maior credibilidade da #Televisão brasileira, Roberto Cabrini, do SBT. Ele apresenta no canal de Silvio Santos o 'Conexão Repórter'. Ao programa Cabrini lembrou de diversos momentos de sua carreira, como a reportagem que mostrava a pedofilia na igreja católica. Por conta da matéria, até o Papa se pronunciou sobre o caso. 

O jornalista fez questão de dizer que não se pode levar o todo por um, dizendo que a maior interessada no caso era a própria igreja católica.

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"Eles não querem que pessoas assim estejam manchando a instituição. Apesar de existir no início um grande silêncio, depois dos fatos revelados eles tomaram diversas providências", enfatizou o repórter.

Coberturas de guerras

Luciana Gimenez lembrou ainda que em trinta anos de carreira, Roberto Cabrini cobriu seis guerras, como a guerra santa na Palestina e o confronto entre terroristas do Afeganistão e o exército dos Estados Unidos. Os problemas civis da Somália também foram abordados. O repórter revelou que teve muito medo de cobrir os conflitos, mas que com o tempo criou um mecanismo de proteção. "Eu levava tudo como uma missão. Eu descobri que com situações de estresse eu me torno ainda mais lúcido", confessou o profissional da mídia. 

Roberto Cabrini disse à Luciana Gimenez que iria sim à Síria neste momento, mas que tentaria fazer isso da maneira mais segura possível.

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"O dia que eu não querer cobrir um guerra só pelo fato de ser perigosa eu vou parar de fazer jornalismo. É claro que eu vou tomar todas as medidas de segurança possíveis, não é uma missão suicida", revelou. O jornalista ainda disse que apesar de sempre tentar dar os dois lados em uma história, não existe na prática um jornalismo imparcial. 

Sequestro

O apresentador do SBT também lembrou o tempo em que ficou em um cativeiro na Colômbia. Ele foi sequestrado por guerrilheiros colombianos. "Eu sabia que eu precisa de uma oportunidade para mostrar meu lado na história, foi isso que me ajudou a não entrar em pânico naquele momento", disse o jornalista. 

Vida após a morte

Cabrini ainda falou sobre a reportagem que mais o marcou, quando ele fez uma matéria sobre pacientes terminais. Nesse programa, ele conheceu Rosa, uma mulher que demonstrava muita sabedoria em um momento tão difícil. Foi nesse momento que ele se emocionou e revelou: "não tem um dia da minha vida que eu não pense nessa mulher, eu comecei essa reportagem como um homem e saí outro".  #Entretenimento #Famosos