A TV Brasileira passa por ajustes. Se acertamos na qualidade de programação, produção de conteúdo tipo exportação e construção de audiência eclética e assídua, agora o desafio é integrar as plataformas analógica, digital e virtual para manter o público cativo. Talvez os R$ 500 milhões de faturamento da Netflix no Brasil acendeu a luz de alerta para as emissoras de TV acelerarem seus projetos.

Tentar dominar a TV a cabo já era um desafio e agora com a internet disponibilizando conteúdo, a briga aumentou ainda mais. E nesse páreo temos as operadoras de telefonia querendo operar TV a cabo e via satélite. O encontro de Silvio Santos (dono do SBT) e Edir Macedo (dono da Record), divulgado recentemente, na tentativa de criar uma empresa conjunta para vender espaços publicitários na TV e também o lançamento da ProG, plataforma de mídia programática para espaços publicitários na Globo.com, são avanços que puxam uma ofensiva.

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José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, diz em livro que o futuro está na produção de conteúdo e a disponibilização dele em várias plataformas, como o cliente quer e quando quiser assistir. Para atender essa situação, está criando na TV Vanguarda, afiliada da Globo no Vale do Paraíba em São Paulo, um centro de produção similar ao que fez no Projac. Em 2008, Boni lançou a pedra fundamental da sua nova sede em um terreno de 8.500 metros quadrados, em São José dos Campos (SP) para erguer quatro prédios, sendo um vertical de seis andares, um glass estúdio de 300 m² e uma torre de aproximadamente 102 metros.

As grandes emissoras americanas há muito desenvolvem produtos que vão além da veiculação em seus canais. Filmes, documentários, séries, reality shows e on demand são produções próprias ou feitas em parcerias com produtoras, independentes e distribuídas nos canais a cabo.

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Basta zapear a sua TV e ver os créditos de muitas dessas produções.

AUDIÊNCIA DA AUDIÊNCIA

SBT, Record, Band e Rede TV fecharam um acordo com a alemã GFK para medir a audiência de seus canais e fornecer boletins para o mercado publicitário. Neste ano, os primeiros resultados de audiência serão divulgados. Segundo a empresa, com metodologia nova e capaz de fornecer melhor resultado que o IBOPE, até então, ela é a única a oferecer este tipo de produto no Brasil.

REGULAR A MÍDIA

Cada vez mais latente na sociedade é a discussão sobre a Regulação da Mídia, onde os pontos cruciais são sobre: regionalização de conteúdo, mais produção brasileira e fortalecimento da chamada mídia comunitária e educativa, formadas por rádios, pequenas emissoras e jornais independentes.

DIVULGAÇÃO VIRTUAL E FATURAMENTO REAL

Uma tendência já demonstra que alguma coisa mudou. Em 2003, 499 veículos de #Comunicação recebiam verbas de publicidade do governo federal. Agora, são 8.094 entre: jornais, revistas, emissoras de rádio, de TV e outras mídias, em 2.733 cidades.

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Em 2003, eram só 182 municípios.

Se da mesma forma que se ampliou o número de veículos onde o governo investiu propaganda, também aumentou o investimento em propaganda virtual.  Facebook recebeu R$ 27 milhões, Youtube e Google R$ 782 mil e o Portal UOL recebeu R$ 14 milhões no ano de 2014, segundo o Portal Meio&Mensagem.

E esta tendência também é percebida na forma que as empresas e agências estão programando suas mídias. Segundo o IAB (Interactive Advertising Bureau), a Publicidade Digital vai movimentar R$ 9,5 bilhões e crescer na estimativa de 14% em 2015.

O ANTENADO

Se Boni já previa isso, é difícil saber, mas no que transformou a Rede Globo em termos de conglomerado de Comunicação e referência de mercado, é de se refletir sobre os novos paradigmas da TV Brasileira. 

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http://br.blastingnews.com/tv-famosos/2015/08/como-e-vista-a-tv-brasileira-la-fora-00505471.html #Televisão