Neste domingo, dia 13 de setembro, Betty Lago faleceu após lutar tanto tempo contra um câncer de vesícula. Câncer que havia sido diagnosticado há três anos. A doença tinha reaparecido recentemente. A morte foi de madrugada na cidade do Rio de Janeiro.

Betty Lago nasceu em 24 de junho de 1955 e foi modelo consagrada nas décadas de 70 e 80, além de ter posado para capas de revistas e desfilado para estilistas #Famosos.

Sua estreia na televisão foi com a minissérie “Anos Rebeldes” (1992) em que fez o papel de Natália Brito, uma “socialite” desiludida com o matrimônio feito com o autoritário Fábio (vivido por José Wilker). Seu papel não era dos principais, porém ganhou força e presença durante a trama dos anos 60, escrita por Gilberto Braga.

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No ano seguinte, Betty fez Vicky, uma mulher ligada ao mundo da moda na novela Sex Appeal. Entretanto, é a partir de 1994 que a carreira de atriz engrena e ganha popularidade quando interpreta Abigail na novela “Quatro por Quatro”, fazendo uma das quatro mulheres que quer se vingar de seus maridos. A partir de então, começa uma parceria duradoura com o escritor de novelas Carlos Lombardi, que, por sua vez, via na atriz a personificação de seus textos embasados no humor ácido e sarcástico.

Dessa parceria viriam os seguintes trabalhos na telinha: “Vira-Lata” (1996), “Uga-Uga” (2000), “O Quinto dos Infernos” (2002), no qual ela representa a rainha Carlota Joaquina, “Kubanacan” (2003), “Pé na Jaca“ (2006), “Guerra e Paz” (2008) e “Pecado Mortal” (2013) – seu último trabalho.

Betty também atuou em vários outros formatos televisivos, além da novela como: na minissérie “Cinquentinha” de 2010, bem como aparições nas séries “A Diarista”, “Os Normais”, “Os Aspones”, “Mandrake” e “Casos e Acasos”.

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Betty Lago era alguém com humor refinado e lutava contra o câncer de forma plácida e nunca deixou de trabalhar, exceto quando o câncer lhe exigiu mais. Sua postura em relação a essa doença era de muita coragem – não escondia de ninguém a fase por que passava e frequentava os eventos sociais mostrando sua careca. Certa vez disse: A cabeça da gente se influencia por tudo. Voltei ao tratamento, desta vez já conhecendo as regras, o que deixa tudo mais brando. Não sou doente, sou alguém em tratamento. Continuo fazendo as coisas, só evitando gordura e álcool.”

Sincera, original e carismática, ela deixa filhos. E muitos, muitos amigos, principalmente na “Cidade Maravilhosa”, onde nasceu. Era querida, pra lá de querida. Queridíssima.

O legado que deixa tanto como atriz (e de seus personagens) como de pessoa ligada à moda é permeado de sucesso e de relevante importância. #Entretenimento #Televisão