A Marinha do Brasil divulgou algumas imagens feitas após o salvamento de mais de duzentas pessoas no Mar Mediterrâneo nessa sexta-feira (4). O navio brasileiro viajava rumo ao Líbano, quando trocaria de lugar com a Fragata União que faz parte da Missão da Paz da ONU.

No período da tarde, receberam um pedido da guarda costeira italiana sobre a existência de um barco que trafegava ilegalmente pelo mar, a fim de adentrar o Líbano. Cerca de pouco mais de uma hora após a solicitação, o navio de guerra da Marinha brasileira encontrou um barco com cerca de quatrocentas pessoas, sendo a maioria deles crianças e mulheres.

Duas embarcações da guarda costeira da Itália ajudaram no resgate.

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Como o navio brasileiro era maior, ficou com a maior parte dos resgatados. O barco de imigrantes corria o risco e naufragar a qualquer momento em virtude da super lotação em que se encontrava.

Segundo o comandando do navio brasileiro, Alexandre Amendoeira Nunes, muitos dos resgatados estavam sem comer e beber água há pelo menos dois dias. Os imigrantes haviam partido da Líbia pelo mar em um barco simples de madeira há sete dias, e não possuíam mais suprimentos para sobreviverem mais tempo em alto mar. Muitos deles estavam muito debilitados. A Corveta Barroso possuía suprimentos suficientes para alimentar os mais de duzentos resgatados.

O comandante do Barroso disse que a Marinha Brasileira está preparada e bem treinada para salvamentos em alto mar e que isso é comum na rotina deles, entretanto, o resgate de imigrantes que fogem da guerra foi um fato inédito para todos os envolvidos.

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Quanto aos suprimentos, afirmou que também costumam estar preparados com alimentos e água, pois chegam a passar trinta dias no mar.

Além disso, o comandante Nunes informou que os imigrantes ficaram assustados quando viram se aproximar um navio estrangeiro, mas logo que souberam se tratar do Brasil ficaram mais tranquilos. Foram resgatados, alimentados e conseguiram dormir à noite. Depois a Corveta Barroso os deixou em um porto italiano.

Desde o começo do ano, milhares de pessoas já morreram afogadas ao tentar entrar ilegalmente na Europa. Essa semana, o mundo ficou chocado com mais imigrantes mortos, dessa vez uma família síria ganhou os holofotes, quando o corpo do menino Aylan Kurdi de três anos de idade foi encontrado em uma praia da Turquia. Quando o bote em que o menino estava virou de cabeça para baixo, seu irmão de cinco anos de idade e sua mãe também se afogaram. #Curiosidades #União Europeia