E a Rede Globo decidiu fugir das polêmicas com os religiosos, tudo para evitar que a audiência de seus folhetins fosse para os outros canais. Nesta segunda-feira, 12, estava prevista uma cena em que Lilica (Thainá Duarte) seria apedrejada após sair de um culto umbandista. Evangélicos radicais tacariam a pedra, assim como aconteceu na vida real com uma menina no Rio de Janeiro. No entanto, a cena foi substituída por um atropelamento, sem muito sentido com o folhetim. A menina saiu com um corte na testa. 

De acordo com informações do Notícias da TV, a decisão  de cortar a cena passou pelos executivos da emissora. Eles teriam ficado com medo da cena de 'I Love Paraisópolis' soar como provocação aos evangélicos, que agora estão se unindo para assistir à novela da concorrência, o épico adaptado na bíblia 'Os Dez Mandamentos'.

Publicidade
Publicidade

O folhetim da TV Record faz com que a Globo tenha dificuldades de vencer no horário. As tramas ousadas da emissora também estão esbarrando com o conservadorismo dos telespectadores.

De acordo com um comunicado da Globo, a mudança aconteceu porque a trama dos personagens precisava atender a um desenrolar de decisões artísticas e dramatúrgicas. No primeiro roteiro, Lilica e a mãe dela, Deodora (Dani Ornellas) apareceriam saindo se um culto de umbanda. No local, a menina faria uma espécie de iniciação na religião e sairia de lá usando os trajes característicos de quem passa por essa fase, que são as roubas brancas e geralmente uma espécie de turbante, também branco na cabeça. 

Ao passar por um grupo de evangélicos, eles chamariam a menina de macumbeira e mandaria ela para o inferno. Caberia à Eva (Sorava Ravenle) defender a menina.

Publicidade

Ela interpreta uma evangélica tradicional na novela, mas seria completamente contra a ação e mandaria os colegas de religião pararem de falar o nome de Jesus.

Já na nova cena, o centro de Umbanda virou um consultório de dentista e a pedra na cabeça virou um atropelamento com corte na testa. Novamente é Eva quem presta os primeiros socorros. No entanto, nada com o menor sentido na história das sete horas. #Famosos #Novelas #Rede Globo