A emissora de Edir Macedo, a TV Record, passou por um momento inusitado nesta segunda-feira, 23. O RecNov, complexo dramatúrgico do canal no Rio de Janeiro, local onde acontecem as gravações de séries, minisséries e do programa da eterna "rainha dos baixinhos", Xuxa Meneghel, passou para as mãos da Casablanca. A empresa de propriedade da família Siaretta ficará com o aluguel do espaço pelos próximos cinco anos. Diversas mudanças devem acontecer na rede de TV, mas poucas delas como a queda de uma era, representada pelo logo da Record, que foi rasgado pela nova empresa. 

Ao todo, cerca de 500 funcionários foram demitidos. O anúncio dos próximos passou precisou ser feito em um auditório improvisado, dentro de um dos estúdios do local, o estúdio A.

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A direção da Record e a da Casablanca tentaram acalmar os ânimos, mas existe a expectativa de que as novas contratações, já sob o comando da empresa terceirizada, tenham salários 60% menores do que era pago pela TV Record. Mesmo com o Rio de Janeiro sendo o estado mais afetado com a crise, boa parte dos funcionários não aceitou o novo acordo, o que deve fazer com que o fechamento de pessoal da companhia ocorra apenas no início do ano que vem. 

Além de receber menos, os funcionários que aceitarem a empreitada vão ficar sem FGTS, Férias, 13º salário e seguro desemprego, já que os contratos serão de pessoa jurídica. Para marcar "com chave de ouro" a mudança, a Record perdeu seu logo na entrada do RecNov. A imagem que ostentava o local inaugurado em 2005, e que em 2009 mais do que dobrou de tamanho, chegando a dez estúdios e tendo até a presença da presidente da república, Dilma Rousseff, simplesmente deixou de existir. 

Comenta-se nos bastidores que o aluguel para a Casablanca foi a única maneira da Record não transformar o espaço em um elefante branco.

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Basta saber como a empresa terceirizada vai conseguir ser quase uma rede de #Televisão, mas sem concessão. Isso porque, além das novelas e séries, a ideia é que outros programas de #Entretenimento, além do de Xuxa, também sejam rodados no Rio de Janeiro. Um risco para a Record, que pode ficar simplesmente sem conteúdo caso uma greve ocorra com a empresa que contratou.  #Famosos