O mundo ficou chocado com os atentados que atingiram nesta sexta-feira, 13, a capital francesa, Paris. O terrorismo contra a França foi assumido pelo Estado Islâmico e deixou 129 mortos e 352 feridos, sendo 99 deles em estado grave. Por conta da notícia, na sexta e no sábado, 14, o 'Jornal Nacional' fez edições pautadas praticamente com exclusividade na tragédia européia. O

problema é que teve gente que não gostou da postura no noticioso, especialmente porque o mesmo espaço não foi dado à uma tragédia brasileira. Recentemente, a cidade de Mariana, em Minas Gerais, foi atingida pelos desejos que vazaram de uma barragem. Uma verdadeira tsunami de lama acabou com milhares de casas.

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Até agora, são dez mortos contabilizados. 23 pessoas ainda seguem desaparecidas.

A indignação só aumentou quando a apresentadora Sandra Annenberg começou a chorar durante sua participação no 'É de Casa'. Matérias sobre o assunto foram invadidas por comentários criticando a jornalista. Alguns internautas lembraram que a comandante do 'Jornal Hoje' é uma atriz e que teria forçado a emoção. Já outros perguntaram porque a jornalista não chorou pelos mortos de Mariana. 

Desde que o 'Jornal Nacional' existe, o telejornal é acusado de esquecer os problemas nacionais, focando mais no que acontece do lado de fora do Brasil, do que nas mazelas que atingem o país. Essa acusação ficou mais clara durante o período de ditadura militar, quando dificilmente uma matéria podia mostrar a pobreza dos brasileiros, por exemplo, e até protestos eram tratados como festas. 

Recentemente, o Grupo Globo chegou a fazer um editorial no qual disse ser um erro a forma como conduziu seu noticiário na época.

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Mesmo após os pedidos de desculpas, ainda é bem costumeiro assistir em manifestações gritos de guerra do tipo: "o povo não é bobo, abaixo a #Rede Globo".

Desde 2012, o canal da família Marinho exibe em suas matérias o protesto contra a própria emissora, apesar de nunca, é claro, fazer disso o ponto principal das reivindicações dos manifestantes. #Famosos #Televisão