O clima é de total consternação no RecNov, em Vargem Grande, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Nesta segunda-feira, 23, o complexo de produção dramatúrgica da Record promoveu demissões em massa nas mais diversas áreas. Produtores, maquiadores, cinegrafistas, iluminadores, serralheiros e marceneiros, além de outras profissões perderam os seus empregos.

As demissões já eram especuladas há muito tempo, mas oficialmente a empresa de comunicação sempre evitou falar no assunto. No entanto, de acordo com informações do portal Yahoo!, ao todo vão ser mais de 500 demitidos. Todo mundo que era contratado vai ser dispensado. Só serão preservados os empregos de autores, diretores e atores do setor.

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Ainda assim, a maioria deles também será contratada por obra.

Os motivos para a dispensa são os de sempre: crise econômica e também a poupança de dinheiro. Os primeiros telegramas avisando sobre as demissões foram entregues na sexta-feira, 20. Muita gente ficou revoltada com o jeito de demitir da Record. Até porque não faltaram oportunidades nas dezenas de reuniões com sindicatos. Basta agora esperar e ver no que isso vai dar.

Fim da linha 

E não para por aí. O número de demissões foi tão grande que teve até distribuição de senhas e uma estrutura foi montada em um local onde geralmente eram gravadas as novelas. Um discurso foi feito para tentar acalmar os ânimos. Um representante da empresa de Edir Macedo explicou que a ideia é realocar os demitidos para a Casablanca, produtora terceirizada que alugou o RecNov pelos próximos cinco anos.

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O problema é que esses funcionários vão precisar, muitos deles, ganhar até 60% a menos do que antes. Os poucos que aceitaram a nova proposta ainda esperam uma posição da Casablanca, que está fazendo um inventário do espaço para ver tudo o que tem por lá.

Um logotipo da emprega chegou a ser rasgado e retirado do local. Todos os setores estão sendo afetados pelos cortes. Até mesmo o setor de Recursos Humanos, onde um funcionário está cuidando da demissão do outro.  #Televisão #Desemprego