Ontem, 12 de dezembro de 2015, foi o dia exato em que o cantor Frank Sinatra comemoraria 100 anos de vida. Nascido em pequeno apartamento na cidade de Hoboken, estado de Nova Jérsei, Estados Unidos, Francis Albert Sinatra era filho único de um casal de imigrantes italianos. Aos vinte anos, ele arriscava os primeiros passos na rádio de sua cidade natal. Porém, ele queria mais e, em 1940 entrou na banda de Tommy Dorsey sob um contrato que lhe pagava US$ 125 por semana.

Com o advento da Segunda Guerra Mundial, Sinatra trabalhava a todo vapor enquanto que os outros músicos sentiam o baque daqueles tempos de chumbo e entravam em greve.

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Entre 1945 e 1946, ele trabalhou em vários programas de rádio, além de atuar em 4 filmes e fazer 36 gravações. No decorrer de cinco décadas, Frank Sinatra gravou mais de 100 discos e 1800 canções. Seus apelidos mais #Famosos eram: “A Voz”, “Ol' Blue Eyes” e “The Chairman of the Board”. Segundo sua esposa, Bárbara,  este último apelido era o mais apreciado pelo cantor.

Durante sua carreira, Frank Sinatra colecionou números impressionantes e algumas polêmicas na sua vida pessoal. No entanto, é inegável sua personalidade carismática e eletrizante, principalmente quando pisava nos palcos. Ele faturou 14 Grammys, 1 Oscar e 1 Globo de Ouro. Dizia que tinha simpatia pelo Brasil; aliás, foi aqui que ele teve “uma experiência fantástica nunca antes sentida” em sua carreira. Com 45 anos de trabalho nas costas, Frank cantou no estádio do Maracanã para um público de 170 mil pessoas em janeiro de 1980.

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Tão intenso na #Música, assim ele era em alguns pontos de sua vida particular: despertava paixões e interesses do público feminino – realmente, as mulheres eram o seu ponto fraco. Seu casamento com a atriz Ava Gardner pautou-se por brigas e turbulências. Era um homem que não fugia de polêmicas; apoiava os direitos civis dos negros e fez campanha para John Kennedy na corrida presidencial.

Não se ignorava totalmente que Sinatra mantinha relações com a Máfia italiana e que fazia parte de um grupo com um nome pouco lisonjeiro, o “Rat Pack” – formado pelos atores/cantores Sammy Davis Jr. e Dean Martin. Companheiros de trabalho e das farras.

Sua última apresentação em público foi em fevereiro de 1995 para 1200 pessoas que haviam ido a um torneio de golfe. Uma das músicas cantadas foi “The Best is yet to come”, palavras que constam em sua lápide.

 POR QUE ELE CONTINUA FAMOSO, MESMO DEPOIS DE MORTO?

Engana-se que depois da morte de “Ol' Blue Eyes”, seu sucesso tenha apagado. É possível que seu tipo de música tenha se tornado mais clássica.

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Suas músicas continuam sendo tocadas, lembradas e interpretadas. É fato que nunca escreveu um verso ou um refrão, mas trabalhava com afinco para dar a cada canção uma interpretação única, irrepreensível. Seu problema de nascença em dos tímpanos (que era perfurado) o tornou detalhista, obsessivo e muito exigente. Pioneiro, foi um dos primeiros artistas a valorizar o marketing, aliando histórias aparentemente contraditórias: sua origem humilde de pais italianos com o visual aprumado e sempre impecável.

Dentro de seu repertório, incluem-se músicas que qualquer pessoa já ouviu alguma vez; “My Way”, “New York, New York”, “I´ve got you under my skin”, “Fly me to the moon”, “Stangers in the Night” e tantas mais. Sua esposa Bárbara contava que Frank debochava de “My Way” e considerava “Strangers in the Night”, uma m****. 

Em lembrança ao centenário de nascimento, vários eventos estão marcados para homenageá-lo: um concerto em Las Vegas com a presença de Tony Bennett e Lady Gaga; outro concerto no Lincoln Center, em Nova Iorque e a colocação de uma placa comemorativa em sua cidade de nascimento, Hoboken. Incluem-se o lançamento de um Box com quatro CD´s que abrange parte de suas apresentações no rádio e a publicação de dez livros contando sua biografia.

Pelo jeito, a atenção dos ouvintes e das novas gerações não arrefeceu com o tempo; só a conservou, pois a estrela ainda brilha muito. E forte. #Cinema