Infelizmente, a Rede Record está seguindo um caminho pouco comum para emissoras que prezam por uma programação de qualidade e mais ainda, que almejam a liderança. Com um slogan onde ela diz está "aberta para o novo", a emissora  está fazendo mudanças já feitas antes e que não deram certo: terceirização.

Com um ano bem produtivo e cheio de surpresas e emoções, a emissora pretende terceirizar todo o seu entretenimento em 2016. Visando apenas diminuir os custos, a emissora parece não se importar com a qualidade dos programas, nem com as centenas de trabalhadores qualificados que ficaram desempregados - apesar de uma parte ser recontratada pela produtora, com salários menores, óbvio, grande parte porém ficará desempregada -  e coloca todo o seu entretenimento nas mãos de uma produtora independente.

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Algo muito arriscado e amador, ainda mais em se tratando de uma das maiores emissoras do país. Abrir mão de produzir seu próprio conteúdo e entregar para uma produtora - que não tem um bom histórico no mercado - produzir é no mínimo bizarro! Será essa a forma que a #Rede Record tem para assumir a vice liderança e posteriormente a liderança? Deixando sua programação para outra empresa produzir?

Muitos falam mal da Rede Globo e até mesmo do SBT - este último pelo excesso de enlatados - seja por um motivo ou outro, no entanto, apesar de produzirem alguns projetos em parceria com produtoras independentes, nenhuma das duas teve tamanha ousadia de entregar seu entretenimento de bandeja para outra empresa.

E esse é sem dúvidas o segredo do sucesso da emissora da família dos Marinho, produzir seu próprio conteúdo, surpreender o telespectador, e mesmo sem ter nenhuma concorrência - salvo raros programas - nunca deixa de inovar, de procurar dá o melhor para o seu público.

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Tal atitude da Rede Record só mostra que ela ainda tem muito que aprender. Será que todo esse gasto para produzir próprio não vale a pena para levar o melhor para seu público? Será que o público não merece todo esse esforço?

Antes de esbanjar contratações milionárias de artistas, a Rede Record deveria  esbanjar contratações de grandes estrategistas, de grandes diretores... É inadmissível que uma emissora tão grande como a Record, que tem grandes equipamentos, grandes artistas, grandes estúdios, não tenha bons diretores - já que a maioria não são diretores e sim bispos, que não entendem nada de televisão - e grandes estrategistas.

Nem só de artistas se faz uma emissora, mas sim, de grandes diretores e estrategistas, como exemplo disso, existe o José Bonifácio de Oliveira - Boni - que é o responsável pelo que a Globo é hoje, um excelente diretor e não um artista. #Opinião #Crise econômica