O que Juliana Paes e Débora Nascimento têm em comum? Além da beleza exótica, que atrai contratos publicitários de altas cifras, ambas começaram a carreira de atriz em papeis menores na Globo, quase figurantes. A primeira aparição de Juliana em horário nobre, foi na novela “Laços de Família” (2000), como a empregada Ritinha, que na trama era seduzida pelo bon vivant Danilo (Alexandre Borges). Já Débora deu os primeiros passos na teledramaturgia, na pele de Andréia Bijou, copeira da casa de Branca Barreto de Moraes (Susana Vieira), em “Duas Caras” (2007).  

Nove anos se passaram desde que os telespectadores foram apresentados à beleza de Débora e assim como a colega Juliana, que de papeis pequenos, conseguiu entrar para o primeiro time de atores da platinada, a namorada de José Loreto parece enfim ter alcançado o ápice para uma atriz, já que a partir da próxima segunda-feira (18), ela vai protagonizar sua primeira novela, “Êta Mundo Bom”, no papel da caipira Filomena, grande amor de Candinho (Sérgio Guizé).

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A jovem terá ninguém menos que Flávia Alessandra como sua antagonista. O folhetim, ambientado na São Paulo dos anos 40 e com aposta em personagens rurais, marca o retorno de Walcyr Carrasco à faixa das 18h, horário que o consagrou com sucessos como “O Cravo e a Rosa” (2000), “Chocolate com Pimenta” (2003) e “Alma Gêmea”.

Embora não seja uma atriz de primeira viagem, a morena não escondeu a ansiedade ao ser convidada para a primeira mocinha da carreira. Em entrevista ao UOL, Débora chegou a afirmar que engordou três quilos, diante da responsabilidade, mas com o início das gravações, percebeu que as coisas “foram fluindo de forma suave”.

Porém quem acha de vida de protagonista é moleza, se engana. Além do volume de cenas, que é maior em relação aos personagens secundários, Débora teve que fazer aulas de prosódia, para ficar com um sotaque caipira na ponta da língua, e dança - sua personagem vai se transformar em uma dançarina no decorrer da história.

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Isso sem falar das referências literárias e audiovisuais, que serviram de inspiração para a atriz no famoso “laboratório”, fase de estudo para um novo trabalho. No caso da mais nova protagonista do pedaço, o filme “Candinho”, estrelado por Mazzaropi e o conto “Cândido ou Otimismo”, do filósofo Voltaire, que também serviram de inspiração para Walcyr, foram artifícios de Débora para se ambientar a época e a atmosfera que fará parte da novela.

Além de inspirações na literatura e no cinema, a artista também trouxe referências da própria vida para compor Filomena. Ao site UOL, Débora revelou que por ter passado boa parte da vida no sítio de um dos avôs, “vivia com o pé no chão, andando a cavalo”, desfrutando de toda a tranquilidade dos ares rurais. E é claro, a relação com José Loreto, iniciada nos bastidores de “Avenida Brasil”, em 2012, também foi útil para a composição da doce caipira. A balzaquiana afirmou que gosta de trocar bilhetinhos com o parceiro e por isso fica mais fácil, cultivar o lado romântico da personagem.

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Se depender do estudo e de todos os elementos aos quais Débora recorreu para encarnar sua primeira protagonista, certamente, Filomena será a primeira de muitas que virão por ai. #Entretenimento #Novelas #Rede Globo