É praticamente impossível separar a figura do cantor, sambista e compositor Martinho da Vila da tradicional escola de samba do Rio de Janeiro, Vila Isabel, pois Martinho é a maior estrela com vida da escola da zona norte carioca e também um dos principais influenciadores na elaboração de enredos que a “azul e branco” leva para desfilar na Avenida Marquês de Sapucaí. Em 2016, Martinho da Vila, trabalha com afinco para que o pernambucano Miguel Arraes possa ser enaltecido a contento no desfile de carnaval das escolas da elite carioca.  Miguel Arraes que foi um político tradicional em nível nacional e ex-governador de Pernambuco.

Na toada da escolha dos figurões políticos como referências de temas carnavalescos, o sambista quer continuar nesse segmento, por exemplo, Martinho, almeja prestar uma homenagem futuramente a ninguém mais, ninguém menos, do que o ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio “#Lula” da Silva, que esteve no poder do ano de 2003 até 2010.

Publicidade
Publicidade

“Atualmente eu não faria esta escolha”, diz Martinho da Vila, que complementa, “porém, certamente ‘amanhã’, Lula, entrará para a história deste país, pois foi simplesmente o melhor líder político e governante que nós tivemos. Durante os 2 governos de Luiz Inácio, a cara do Brasil foi mudada positivamente até no exterior... o país vive em um contexto que os políticos não estão na crista da onda, mas a gente deve se recordar de vultos importantes que passaram no cenário político brasileiro, tais como: Ruy Barbosa, Tancredo Neves, Leonel Brizola, Ulysses Guimarães, os quais serviriam de fonte de inspiração para ótimos samba-enredos.”

Martinho da Vila é membro desde 2005 do PCdoB - Partido Comunista do Brasil, o partido mais fiel entre os aliados da presidente #Dilma Rousseff  e para 2016, o sambista do Rio de janeiro foi o autor sobre o desenvolvimento da história de Miguel Arraes na avenida, mas não ele não desistiu da homenagem para ser feita a Lula.

Publicidade

É claro que Martinho não está embarcando na febre do marcante jingle - “é Lula de novo com a força do povo”, até mesmo pelo momento adverso politicamente vivido no Brasil, e arremata que não escolheria o ex-presidente para governar a nação novamente em 2018. “Acredito que é o momento de mudar, estou certo disso. Não voto no PT futuramente e se eu fosse o ex-presidente Lula, agora, eu não me candidataria jamais... eu penso que ele não vai fazer isso... cumpriu os seus anos no poder”, conclui o sambista.

O ex-presidente Lula foi tema em 2012 do desfile da Gaviões da Fiel; foi feita uma alusão ao mesmo na homenagem da Tom Maior a cidade de São Bernardo do Campo em 2011, berço do currículo político do ex-presidente Lula. Ainda no Rio de Janeiro, a Beija-Flor, tradicional escola do subúrbio de Nilópolis em 2003, ano do 1.º mandato de Lula, o homenageou na última alegoria do desfile que consagrou a escola campeã naquele ano, performando e cantando sobre as desigualdades na sociedade e as lutas do povo.

Publicidade

Lula foi consagrado em vida, tanto nas passarelas do samba carioca e paulistano. Apesar de nunca ter ido a desfile algum das escolas citadas, o ex-presidente já caiu no samba em algumas ocasiões. Em 2005, preparando-se para o carnaval, a Portela teve um enredo de parceria com a ONU - Organização das Nações Unidas e na quadra da escola em Madureira, haviam as presenças de figurões políticos, entre os quais, do presidente da época, Lula da Silva, que inclusive beijou a bandeira da Portela. #Arte