Que a cantora Beyoncé é talentosa, bonita e carismática ninguém duvida, mas ela mostrou ser muito mais que isso durante o evento Super Bowl, o famoso jogo do campeonato da NFL (National Football League), a principal liga de futebol americano dos #EUA, que decide o campeão da temporada. Seu mais novo clipe, intitulado como “Formation”, foi lançado no sábado (6) como forma de manifestação política e racial. No dia seguinte ela escolheu esta música para o seu desempenho no decorrer do intervalo do jogo e logo atingiu 112 milhões de telespectadores, que rapidamente foram espalhando a notícia do ocorrido pelo mundo.

Nos versos de “Formation”, Beyoncé demonstra sua ancestralidade sulista, debocha da tentativa de se impor à estética branca aos negros e expressa sua opinião sobre um abaixo-assinado que pedia para fazer algo a respeito dos cachos afro da filha Blue Ivy.

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Durante o show, a cantora e suas dançarinas usavam os cabelos geneticamente naturais e estavam vestidas com os uniformes das Panteras Negras, que de fato se refere a um grupo de ativismo negro fundado em 1996, assim fazendo de 2016 o aniversário de 50 anos da criação da organização em Oakland, na Califórnia. A localização do estádio onde se passava o Super Bowl chega a menos de 50 milhas de distância do local.

A jaqueta militar de Beyoncé também prestou homenagem ao aclamado Rei do Pop Michael Jackson, que usou um figurino parecido na sua apresentação em 1993. A coreografia em forma de X relembrava o ativista de direitos humanos, Malcolm X. No final da apresentação, o grupo fez a saudação das Panteras Negras, como mostrado na foto tirada pela mãe da cantora, Tina Knowles. As dançarinas postaram outra foto com um cartaz pedindo justiça para Mario Woods, um homem que foi baleado, pelo menos 20 vezes, pela polícia de São Francisco em dezembro sobre alegação de coincidir com a descrição de um suspeito de esfaqueamento.

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O posicionamento de Beyoncé e seu grupo à história dos negros, ativismo e à atual conjuntura das questões raciais durante o Super Bowl não agradou a todos, como ficou claro em debates de vários jornais americanos e nas redes sociais. Seja como for, o novo single está sendo chamado por muitos de hino para o movimento Black Lives Matter (Vidas de Negros Importam) e a mensagem repassada calou aqueles que criticavam Beyoncé por se manter em silêncio sobre questões políticas. #Famosos #Comportamento