No Programa do Gugu da última quarta-feira (30), foi feito mais uma entrevista polêmica que parou o Brasil.

A tragédia da boate Kiss, que matou 242 pessoas e deixou 680 feridas em Santa Maria, no dia 27 de janeiro de 2013, noite de festa dos universitários da cidade, começou com fogo no palco, durante a apresentação da banda Gurizada Fandangueira. Durante o show, com a boate lotada, o vocalista acendeu um sinalizador e as faíscas atingiram o teto do palco, forrado com espuma de isolamento acústico. O calor e a fumaça tóxica, rapidamente tomaram conta do local. A tragédia foi considerada a maior em número de mortos dos últimos 50 anos.

Elissandro Spohr, um dos sócios da casa noturna deu sua versão sobre o caso.

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Ele que nunca havia aceitado falar sobre o caso na TV, explica que é difícil falar, pois acha que tudo que ele venha a falar, possa ser interpretado de outra forma.

Apesar de hoje serem quatro os acusados de homicídio no caso, Elissandro foi o que mais sofreu críticas e o que mais ficou exposto após a tragédia.

Ele se defende de maneira incisiva, e quer provar na justiça que a boate Kiss só estava funcionando porque tinha autorização dos órgãos competentes.

Leia os detalhes da #entrevista:

Compra da boate

Visivelmente emocionado, Kiko, apelido de Elissandro, contou que começou a ser dono da boate após comprá-la do antigo proprietário, e posteriormente vendeu uma parte para Mauro. Ele conta que era frequentador da boate, pois era um músico que se apresentava na casa noturna.

Elissandro conta que as lembranças da noite podem se comparar a uma cena de horror, e que ele chega a passar mal só de tocar no assunto.

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Kiko ainda revelou que lhe restaram poucos amigos e que não tem mais vida social após a tragédia. 

Espuma acústica

A respeito da espuma acústica que tinha na boate, Elissandro conta que optou por colocar pois os vizinhos da boate reclamavam muito do barulho. Quando comprou a boate, ele procurou todos os vizinhos e se comprometeu a resolver o problema. Ele procurou um engenheiro para fazer o projeto acústico da boate. O engenheiro não quis fazer o projeto, alegando falta de tempo. Elissandro resolveu fazer por conta própria a instalação da espuma, comprando o produto pela internet, com garantia de que não pegava fogo.

Superlotação da boate

Sobre a acusação de superlotação da boate, Elissandro se defende e garante que no momento da tragédia havia em torno de 650 pessoas, e que a capacidade era para 800. O controle era feito pelas comandas, as quais nunca foram encontradas para mostrar a real quantidade de pessoas no local.

Ameaças de morte

Kiko conta que teve que sair fugido da cidade, por conta das ameaças de morte que recebeu.

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Ele conta que as ameaças partiram dos familiares das vítimas, uma delas vinda do pai de uma das funcionárias da boate.

Suicídio

Durante os quatro meses em que ficou preso, Elissandro disse que pensou em se matar, batendo a cabeça na parede ou por choque elétrico, tudo motivado pela vergonha que sentia da mãe o visitá-lo na cadeia e ter que passar pelo procedimento de ser revistada. 

Processo criminal

Elissandro que foi preso um dia antes do seu aniversário, ficou preso por quatro meses, após a justiça decretar sua prisão preventiva. Elissandro responde sobre as acusações de homicídio e tentativa de homicídio qualificado com dolo eventual, que é quando se assume o risco de matar, e qualificado que é por motivo torpe pela ganância e emprego de fogo, asfixia ou outro meio cruel que possa resultar em perigo comum. Se condenado, Elissandro pode pegar até 60 anos de prisão.

Mensagem para a família das vítimas

Emocionado, Elissandro diz que não sente mágoa de ninguém. Ele disse que os familiares tem todo o direito de falar o que quiser, e que pedir desculpas não é o bastante. Ele pede compaixão dos familiares para com ele, pois ele não é um assassino. Ainda agradece a oportunidade que Gugu e a #Rede Record lhe deu para dar sua versão sobre o caso. #Televisão