Neste domingo, dia 24, o jornalista Roberto Cabrini apresentou em seu programa ‘Conexão Repórter’ entrevistas exclusivas com os deputados federais Jean Wyllys (PSOL-Rio) e Jair Bolsonaro (PSC-Rio). Os dois são conhecidos por seus embates no Congresso Nacional. O último episódio que envolveu os dois nomes foi uma troca de cuspes na votação pela admissibilidade do impeachment da presidente Dilma Rouseff (PT). Na atração, Cabrini acompanhou os parlamentares em dias diferentes e fez perguntas a respeito das pautas e bandeiras levantadas pelos dois.

"Esse senhor me ofende o tempo todo no plenário, me chamando de ‘queima rosca’ e dizendo que eu sou uma ‘ameaça às famílias’”, declarou Jean.

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Uma das pautas defendidas pelo parlamentar é a discussão da questão de gênero nas escolas, a qual Bolsonaro encara como uma “afronta aos valores da família brasileira”.

“Eu escuto isso como uma estupidez. Uma avó que cria os netos é uma família. Uma homem que se separou da esposa e cria os filhos também constitui uma família. O que é família para ele?”

Logo depois, Cabrini fez pediu que cada um dos políticos fizesse perguntas encaminhas.

Jean disse:

"Sua estupidez tem limite?"

Já Bolsonaro mandou para o baiano:

"Qual é o limite da hipocrisia dele com essas propostas?", rebateu. "Jean Wyllys, você sabe que é justo uma criança de cinco anos de idade ter acesso a esse material?”, mostrou o deputado a respeito do kit que fala sobre gênero e sexualidade nas escolas, apelidado pela bancada evangélica de ‘Kit Gay’.

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A respeito de uma das ofensas que Jair Bolsonaro falou para o deputado que mais lhe afetou, Jean disse:

"A campanha de ódio que mais me machucou foi a que me associa à pedofilia. Isso foi perpetuado por ele e outras pessoas da rua rede.”

Do outro lado, o militar disse que é uma “vítima de Jean Wyllys”.

Homenagem estranha

A atração lembrou que Bolsonaro pode ter mais de 10% de intenção de votos caso venha como candidato à eleição de presidente da república.

Jean disparou que acredita que a popularidade de Bolsonaro é alta pois "há facistas no mundo". Ele chegou a comparar o parlamentar ao líder nazista  Adolf Hitler, da Alemanha.

Sobre a homenagem de Jair Bolsonaro ao coronel da ditadura Brilhante Ustra, que torturou a presidente Dilma Rouseff  e lhe arrancou um dente, o militar disse que Ustra não teve sua setença transitada em julgado, o que não configura, na sua visão, culpa de ter cometido crime algum.

Cabrini também lembrou da troca de cuspes entre Jean e a família Bolsonaro e mostrou imagens para os dois.

No decorrer do programa, o jornalista entrevistou um grupo de jovens que espancou homossexuais e foi filmado. Eles justificaram que "educação vem de casa" e não consideram-se preconceituosos. #Televisão #SBT #Congresso Nacional