Um #Vídeo da loja de departamentos C&A está dando o que falar na internet. A propaganda mostra casais de namorados se encontrando e trocando peças de roupas. A suposta ousadia dos publicitários revoltou a cantora evangélica Ana Paula Valadão, que está pedindo um boicote à loja. De acordo com ela, que se diz chocada, a loja está provocando a sociedade.

Ela ainda critica a igualdade de gêneros e o poder de escolha que, de acordo com ela, está sendo defendida pela C&A. "Que absurdo! Nós que conhecemos a Verdade imutável da Palavra de Deus não podemos ficar calados", vociferou.

Veja a propaganda que gerou revolta na cantora:

Ao defender guerra contra a C&A, Ana Paula Valadão lembrou de um boicote sofrido pela loja Target, nos Estados Unidos.

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De acordo com ela, "a Target teve prejuízo porque mais de um milhão de pessoas pararam de comprar desde que (a loja) determinou que os banheiros feminino e masculino podem ser usados por quaisquer pessoas que se sintam homem ou mulher naquele dia, aumentando os riscos de abusos". A cantora e defensora dos bons costumes complementou ainda que os supostos abusos já aconteceram em outros estabelecimentos que "apoiam a ideologia de gênero" sem, entretanto, dar exemplos. 

O boicote à Target

Por ignorância ou má fé, a cantora está enganada em relação à Target. A marca nunca defendeu banheiros unissex, mas sim que seus clientes e empregados transexuais possam usar os banheiros que correspondam à sua identidade de gênero. Além disso, o CEO da Target, Brian Cornell, disse à revista "Fortune" que as quedas nas vendas foram pontuais e com pouco impacto na empresa como um todo.

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"Até aqui não tivemos nenhum impacto mensurável ao boicote. Estamos comprometidos com a diversidade e a inclusão", disse.  

Placar favorável à C&A

Nas redes sociais, o boicote pedido pela cantora parece não estar funcionando. No perfil da C&A, o vídeo teve mais de sete mil reações positivas contra 213 negativas. No Youtube, o vídeo foi aprovado por quase mil pessoas e reprovado por menos de 300.  #Religião #Homofobia