Quem faz sucesso atualmente na #Literatura infanto-juvenil? Harry Potter, Percy Jackson, livros de vampiro, suspenses psicológicos, terror, romances com finais tristes e aventuras fantásticas. São inúmeras as opções para começar a gostar de ler e o mercado literário voltado para esse público só cresce. Autores como Thalita Rebouças, Bruna Vieira e até “youtubers” como a niteroiense Jout Jout lançam livros num piscar de olhos e quando você menos espera já são sucesso de vendas.

Porém, nem só de vendas se vive a literatura. Sem questionar a qualidade dos escritores atuais, um projeto pensado por uma estudante de jornalismo de Mauá, no estado de São Paulo, promete resgatar a memória daqueles que hoje já não são tão jovens, mas que cresceram lendo autores que ganharam a alcunha de “infanto-juvenis”.

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Tuany Oliveira, estudante de jornalismo, gosta de leitura desde pequena e cresceu ‘devorando’ autores como Marcos Rey e Maria José Dupré. Ambos tem algo em comum: todos eles se dedicaram a escrever histórias para a Coleção Vaga-Lume, dezenas de histórias voltadas para o público jovem publicada pela editora Ática nos anos 1970, 1980 e 1990.  A jovem criou sozinha um aplicativo para catalogar e abrir um espaço de discussão dos livros da série.

Valorização da cultura

O aplicativo até agora tem simples, mas não foi disponibilizado para uso comum.

“A ideia surgiu porque eu sempre passo em alguns sebos para saber se há livros da Série Vaga-Lume. Uma vez, o dono de um sebo perguntou por que eu queria tanto os livros, já que ele não vendia muito esses. A venda imediata era do “Escaravelho do Diabo” devido ao filme lançado.

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Foi quando tive a ideia e criar o aplicativo para compartilhar as ideias, trocar livros e acompanhar as gravações dos filmes que contam as histórias da coleção”, disse a universitária.

Uma das abas é o “Eu leitor”, em que pessoas poderão mandar fotos com as obras, além de poder colocar vídeos de resenhas gravadas para redes sociais como o Youtube.

O aplicativo já está registrado e é o único neste seguimento. Nem mesmo a editora que detém os direitos autorais das obras criou um. Tuany nota que a memória literária nacional é curta e quer reaviar esse sentimento de nostalgia nos leitores antigos e trazer novos.

“Eu participo de muitos clubes de livro e páginas também. Sempre ficam em evidência os livros internacionais simplesmente porque o mercado e nós mesmos ignoramos a nossa literatura”, pontuou.

Mesmo sem fins lucrativos, por ter vínculo acadêmico, Tuany pretende ainda conseguir formar uma parceria com  Ática, dando continuidade ao projeto o ampliando. #Entretenimento #Desenvolvimento Tecnológico