A estreia, na última terça feira (31/05) às 19h30, da novela '#Escrava Mãe', escrita pelo autor Gustavo Reiz e dirigida por Ivan Zettel deu uma revigorada no horário nobre da Rede Record. Saíram de cena mais cedo as notícias da vida real do Jornal Cidade Alerta e entrou a nova aposta da emissora, inaugurando o novo horário de dramaturgia e batendo de frente com a estreia da produção global 'Haja Coração'.

A estreia foi caprichada, cenas bem produzidas e elenco seguro, fruto da parceria da Record com a produtora Casablanca. A trama conta a saga da mãe (uma linda mulata, que fora por muito tempo a mucama favorita e a criada fiel da esposa do comendador) da Escrava Isaura.

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A história que foi livremente inspirada no clássico literário 'A Escrava Isaura', de Bernardo Guimarães, pode fidelizar um público que gosta de acompanhar #Novelas de época, e esse é um nicho que a Record parece querer explorar até a exaustão. A novela teve o cuidado de não chocar com cenas fortes, embora retratando o período cruel de nossa história, a escravidão e o racismo, que deixaram marcas profundas em nossa sociedade até hoje. Tudo bem feito e sem risco.

A história começa com a saga dos avós da Escrava Isaura, no ano de 1789, em Angola, principal mercado abastecedor de escravos para as plantações de cana-de-açúcar do Brasil. De lá são trazidos os africanos Kamau (Marcelo Batista) e Luena (Nayara Justino), a bordo de um navio negreiro. Ela foi violentada pelo capitão do mato Osório (Jayme Periard) durante a travessia.

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Chegados ao Brasil, conseguem fugir, mas logo Kamau foi capturado. Luena dá luz a uma menina e a entrega ao garoto Sapião (Sidney Santiago) logo após o parto, acabando por morrer. Sapião é acolhido numa grande fazenda açucareira, a Engenho do Sol, e a menina, que ganha o nome de Juliana, passou a ser criada com Tereza (Roberta Gualda) e Maria Isabel (Thais Fersoza), filhas do coronel Custódio (Antônio Petrin) e dona Beatrice Avelar (Bete Coelho). Ao completar 18 anos, Juliana (Gabriela Moreyra) conhece a verdade sobre seu passado, revelado por Tia Joaquina (Zezé Motta).

Bom assistir Zezé Motta, sempre exuberante e segura em cena. Bom rever também Neuza Borges como Mãe Quitéria, mesmo que em cenas rápidas.

'Escrava Mãe' tem potencial para incomodar suas concorrentes. Sendo um folhetim clássico muito bem produzido, pode conquistar um público maduro que passa longe do colorido da novela 'Haja Coração' da Globo.