Neste domingo (26) um usuário do Twitter, Thiago Pasqualotto, compartilhou um vídeo antigo do padre Fábio de Melo onde ele falava sobre #Violência doméstica. As imagens foram registradas no ano de 2006, mas quando vieram à tona novamente, provocaram muita polêmica.

“Eu sempre digo que as mulheres, no dia em que recebem sua primeira agressão, ela que vai determinar para ele se ele vai ter o direito de agredi-la a vida inteira ou não”, diz o padre no vídeo, completando no final: “o agressor só se torna agressor porque a vítima autoriza”.

Na legenda, o rapaz que compartilhou o vídeo escreveu: “Já temos a polêmica da semana com o padre Fábio de Melo. Este moço não bate bem”.

Não demorou muito e vários internautas reagiram ao vídeo.

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 Algumas pessoas enxergaram que a intenção do padre foi outra, mas também lamentaram muito a escolha de palavras que ele fez.

“Muito fácil subir em um palco e ditar regra de comportamento para vítimas de violência doméstica”, escreveu uma internauta.

“Eu até entendi bem o que ele quis dizer, mas sua escolha de palavras foi péssima! Trinta milhões de jeito de falar e ele escolheu a pior! ”, comentou outra seguidora de Thiago.

Nesta segunda (27), o próprio padre entrou na discussão: ”Prezado Thiago, o vídeo eu creio que é de 2006. Nesta época eu falava de mulheres que não denunciam os agressores, motivando assim a denúncia”, respondeu ele aos comentários maldosos.

“Denunciar a agressão, pedir por proteção, já é alguma coisa. Ficar paralisados pela complexidade da questão não é nada inteligente”, continuou ele respondendo a mais internautas que decidiram se juntar à discussão.

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Em entrevista a um site, o padre se explicou ainda melhor: “O vídeo é do ano de 2006. Nesta época eu chamava a atenção sobre o silêncio de certas mulheres [...] Nunca fui adepto do discurso ‘a culpa é da vítima’. É odioso pensar assim...”, declarou.

“O que me assusta é a postura de pessoas descredenciando minha luta pelos direitos humanos [...], fazer uma leitura hoje em dia com uma palestra de 10 anos atrás é desconsiderar que todo ser humano pode avançar em relação a determinados assuntos”, completou o padre. #Religião #Internet