A apresentadora de TV #Ana Maria Braga fez um alerta às mulheres que tentam a carreira artística, principalmente, em televisão, contra os assédios sexuais por parte de diretores. Ela contou no programa "Altas Horas" que sofreu abuso sexual no início da carreira. O acontecido deixou a apresentadora transtornada.

Segundo Ana Maria Braga, o assédio sexual aconteceu quando ela apresentava o programa "Replay", na TV Tupi, antiga emissora carioca. Ela detalhou que pretendia apresentar o projeto de um novo programa a um diretor, que a recebeu em uma sala da emissora. Ao ser recebida, o diretor trancou a porta e iniciou uma conversa, como se pretendesse conquistá-la. Segundo a apresentadora, o conquistador não teve êxito em sua primeira investida.

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Foi então que o diretor, cujo nome não foi divulgado pela apresentadora, passou a atacá-la com intuitos sexuais.

Ana Maria Braga conta como se defendeu do ataque. Primeiro, tentou fugir pela porta, que estava fechada. Ana disse que escapou por outra porta, depois de bater na copa da presidência e desceu por uma escada.

A apresentadora disse ainda que os assédios sexuais continuam até hoje no meio artístico. Ela aproveitou a entrevista para alertar as jovens sobre este tipo de violência contra a mulher.

Assédio sexual

Ana Maria Braga representa milhões de mulheres que sofrem assédios todos os dias, no mundo. Segundo a Organização Internacional do #Trabalho (OIT), 52% das mulheres trabalhadoras em todo o mundo sofrem investidas de seus chefes. Os assédios vão desde cantadas até agressões físicas, sempre sob a ameaça de demissão.

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No Brasil, a legislação prevê demissão por justa causa do chefe que assedia suas subordinadas. Em 2001, o Congresso estabeleceu pena de um a dois anos para os chefes assediadores. Até mesmo um galanteio de mau gosto pode ser considerado crime de assédio sexual.

Para advogados especialistas no tema, assédio sexual é de difícil comprovação. A vítima tem que provar que foi atacada. Quando isto acontece, são necessários exames físicos e constrangedores.

Entre as profissões em que as mulheres são mais atacadas, as secretárias ocupam a liderança. Uma pesquisa feita por especialistas revela que 25% das mulheres que registram queixa contra assédios são secretárias. As atrizes e jornalistas não ficam muito longe. #Famosos