As imagens já estão nos hard drives das câmeras e nos computadores das ilhas de edição. Autor, diretor e atores já aprovaram a cena. Mas a equipe de edição de vídeo de "Liberdade, liberdade" ainda não incluiu a primeira cena de sexo gay em uma novela brasileira nos episódios desta semana. Isso porque a cena ainda não teve o aval da direção do programa para ser levada ao ar. Não é que a simulação de sexo vá ser censurada, mas a emissora quer tentar evitar que o público mais sensível ou conservador fique "muito" chocado com as imagens

De acordo com o jornal Extra, a gravação da cena picante aconteceu no dia 28 de junho e foi cercada de mistérios.

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O diretor da novela, Vinícius Coimbra, pediu que a maior parte da equipe técnica se retirasse do estúdio para fazer as imagens, mantendo apenas o pessoal essencial para a captação da história. Mesmo assim, alguns atores de confiança de Caio Blat, Ricardo Pereira e do próprio diretor puderam permanecer no recinto. A gravação durou longas duas horas e os atores ficaram parcialmente nus, como é de se esperar em uma cena de sexo. Ao final da gravação, os atores estavam visivelmente emocionados e foram muito aplaudidos pelos poucos privilegiados presentes.

Apesar da orientação de que a cena de sexo seja mais comportada que as outras simulações que envolveram casais heterossexuais durante a novela, houve sim beijo gay. E não foi um selinho ou um beijinho comportado como o de Félix e Niko em Amor à Vida.

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Foi um beijo ardente, desesperado, como se os personagens despejassem ali toda atração sexual que reprimiram ao longo de suas vidas. O roteiro que foi entregue aos atores dizia que o beijo deveria ser "afoito, represado, angustiado e desesperado".

Uma curiosidade sobre a cena é que o ator Mateus Solano, que protagonizou o primeiro beijo gay de uma novela da Globo, em 2014, faz parte de mais esse momento histórico da cultura #LGBT. O clima entre os personagens André (Caio Blat) e Tolentino (Ricardo Pereira) surge justamente quando Tolentino, levemente bêbado, reclama para André sobre a forma como o personagem interpretado por Mateus Solano (Rubião) tem lhe tratado. André então tenta acalmar o amigo e lhe dá um abraço, que é correspondido. A partir daí o tesão toma conta e o coronel Tolentino, apear de tentar resistir aos primeiros avanços de André, desiste e se entrega ao tesão.  #Liberdade Liberdade