Há pelo menos 16 anos o funk se tornou a expressão cultural de jovens e adolescentes brasileiros. Porém, o estilo musical nasceu originalmente nos guetos americanos nos anos 60. No Brasil, ganhou as comunidades com músicas de duplos sentidos, gírias e, mais recentemente, exageradamente erotizadas.

Foi no final dos anos 90 que a dupla carioca Claudinho e Bochecha popularizou o ritmo musical com "Só Love", mas logo em seguida, no início dos anos 2000, a cena funk nacional foi tomada pelos três garotos do "Bonde do Tigrão", que usava palavras infantis para praticar o duplo sentido em suas canções como "Cerol na Mão" - #Música que rendeu um processo por plágio por utilizar "Headhunter", da banda Front 242, como base -, "Só um Tapinha não Dói", "O Baile Todo", entre outras que estouraram nas rádios de todo o Brasil produzidas e apresentadas pela empresa Furacão 2000.

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Depois do trio do Bonde do Tigrão, ainda fizeram muito sucesso MC Andinho com "Já é Sensação", MC Marcinho com "Glamurosa", Bola de Fogo com "Atoladinha", SD Boyz, Tati Quebra Barraco, MC Leozinho, MC Serginho com "Eguinha Pocotó", MC Sapão, e muitos outros MCs e intérpretes arrebentaram com seus hits na primeira década de 2000, como Gaiola das Popozudas, MC Créu, Perlla e MC Catra.

Mas, a partir de 2010, os novos hits tiveram outros donos como Anitta, Naldo Benny, MC Gui, MC Beyonce, que mudou o nome artístico para MC Ludmilla, MC Guimê, e mais outras dezenas de artistas na cena funk brasileira. 

Antes visto como o "túmulo do funk", hoje São Paulo já revelou grandes sucessos do estilo com MC João, MC Pedrinho, MC Guime, MC Gui, e outras dezenas, mas desde o último mês de maio a sensação é a dupla de MCs Zaac & Jerry, moradores de Diadema, região conhecida como Grande ABCD de São Paulo (Santo André, São Bernardo, São Caetano e Diadema).

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Isaac, o Zacc, de 23 anos, é ex-ajudante geral e seu companheiro Rodrigo, o Jerry, com 21 anos, era barbeiro e cabeleireiro. Amigos de longa data, estão juntos na música desde 2013 e se tornaram fênomeno na #Internet quando a produtora KondZilla publicou na rede social YouTube, em seu canal, o clipe de "Bumbum Granada", música de 3 minutos e 7 segundos.

A postagem foi feita no dia 2 de maio de 2016 e já ultrapassou a incrível marca de 127,5 milhões de visualizações agora, na segunda quinzena de julho, ou seja dois meses e meio depois. Só para efeito comparativo, o vídeo da mesma produtora que também possui mais de 127 milhões de views foi publicado dia 16 de setembro de 2015, nove meses atrás. Diante desta estatística, "Bumbum Granada" já é o maior fenômeno da internet brasileira no quesito funk.

A dupla faz cerca de 8 shows por noite, com aproximadamente 20 minutos cada, de domingo a domingo, e vão de bairros nobres, onde o fã chega a pagar R$ 100 para assistir sua apresentação, a bairros de periferia, com ingressos a preços populares como R$ 10 ou R$ 20.

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Com esperanças de que vingassem na cena funk nacional, a dupla admite estar surpresa com a repercussão quase que instantânea de "Bumbum Granada" que, inclusive, já ganhou as telas das emissoras de televisão. No sábado, dia 9, Mcs Zaac & Jerry se apresentaram no programa Sabadão, de Celso Portiolli que, ao se despedir dos funkeiros, pediu para eles acertarem com Nelsinho Tamberi, produtor do programa, para voltarem mais vezes. Claro, "Bumbum Granada" é fenômeno de audiência, qual apresentador não quer exibir a música?

Em uma declaração modesta, Zaac e Jerry dizem que ainda não estão ricos mas que estão ganhando valores bem 'satisfatórios'.

Antes de "Bumbum Granada", atualmente a mais tocada no Spotify Brasil e a mais vendida no ITunes, os MCs lançaram "No Fluxo", canção que, muito diferente do fenômeno do YouTube, ficou conhecida só na terra natal da dupla, São Paulo.

Se você ainda não conhece, aperte o play, assista ao clipe e entre na vibe de "Bumbum Granada".

#Famosos