Desde a primeira temporada de “Game of Thrones”, consolidou-se de maneira espantosamente rápida a fama e a legião de fãs do seriado. Muitos fãs já existiam antes do programa ser exibido pela HBO, estes eram leitores da saga que originou a série “As Crônicas de Gelo e Fogo”. Assim que a HBO Brasil passou a transmitir, simultaneamente, sempre que as temporadas da série estavam sendo exibidas, os domingos à noite viraram um acontecimento, na #Televisão e na internet. O universo idealizado por George R. R. Martin – autor da saga – é tão enorme e cheio de mistérios que os fãs se dedicam a criar teorias que expliquem diversas ocorrências. Uma delas, a mais famosa, já foi confirmadíssima pela HBO, “R+L=J”, porém, existem outras milhares por ai.

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Confira duas bastante defendidas pela público:

  1. Os Sete é a religião mais notória de Westeros, e os fãs acreditam que cada membro da família Stark representa uma face.
  • Ned Stark seria o Pai, que simboliza justiça devido a sua honra e moral. Catelyn seria a Mãe, representando compaixão, fertilidade e o nascimento.
  • Robb poderia ser o Guerreiro, espelhando a bravura e a força na batalha. Infelizmente, há uma falha no modo como ele morreu, que foi na quebra de uma aliança, por amor. E não no campo de batalha.
  • Sansa reflete a Dama, com sua beleza e ingenuidade – até certo ponto.
  • Arya representaria a Estranha, isto é, o Deus dos excluídos, simboliza o além e a morte – o que condiz bastante com a jornada incerta da garota que é conduzida pela vingança.
  • Bran seria o Ancião, correspondendo a sabedoria – graças as suas visões.
  • Rickon deveria ser equivalente ao Ferreiro, simbolizando criação, pois acreditavam que quando ele fosse adulto, reconstruiria o Castelo de Winterfell – contudo o pequeno está impossibilitado de cumprir seu suposto destino, dado o desfecho da sexta temporada.

     2.

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Um dragão de três cabeças é o brasão da casa Targaryen, o que caracteriza três pessoas que montarão dragões e alcançarão coisas grandiosas nos sete reinos. Esses “cavaleiros” seriam Daenerys, Jon Snow e Tyrion Lannister. Todavia, pode haver a implicação de que apenas os nascidos Targaryen possam realizar o feito. Jon é filho de Rhaegar. Mas então Tyrion não se enquadra?

A teoria ganhou força e foi embasada em um capítulo de “A Dança dos Dragões”, em que Sor Barristan revela a Daenerys a vida amorosa de seus pais. Barristan conta que o príncipe Aerys era perdidamente apaixonado pela esposa e prima de Tywin Lannister, Joanna Lannister, e que sofreu com a união. Em um trecho do diálogo ele diz “[...] seu se embebedou na festa e ouvia-o dizer que era uma enorme lástima que o direito do senhor a primeira noite havia sido revogado. [...]”. E, por fim, afirmou que não havia carinho entre os pais da aspirante a rainha.

A hipótese é que Aerys e Joanna teriam se envolvido por anos a fio, até o momento de sua morte – sem a certeza de um consentimento – e que o anão é fruto dessa relação.

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Existe outra passagem em que Tywin renega Tyrion: “As leis te permitem usar meu nome e trajar minhas cores, já que não tenho como comprovar que você não é meu”.

A filiação de Tyrion estar errada este tempo todo, esclareceria diversos aspectos da história: o ódio de Tywin pelo filho, o interesse do anão por dragões, sua heterocromia (característica retratada apenas nas obras literárias). #Seriados #Game of Thrones