Morreu na noite desta quarta-feira (13), aos 70 anos, o cineasta Hector Babenco. Argentino nascido em Buenos Aires, Babenco se naturalizou brasileiro aos 19 anos. Atualmente era casado com a atriz Bárbara Paz.

O velório está agendado para esta sexta-feira (15), na Cinemateca de São Paulo e o corpo será cremado. Bárbara Paz, que está em cartaz no Rio de Janeiro com a peça "Gata em Telhado de Zinco Quente", cancelou as apresentações desta semana. A atriz não deu declarações sobre a morte do marido. Segundo a produtora da HB Filmes Denise Winter, Bárbara não tinha condições de falar: "não esperava, assim como ninguém esperava a morte de Hector".

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A fotógrafa Janka Babenco, filha do diretor, contou que a causa da morte foi uma parada cardiorrespiratória. Hector Babenco estava internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, desde terça-feira, onde deveria ser submetido a uma cirurgia de sinusite.

A brilhante carreira do diretor

Babenco foi um dos maiores nomes no cinema brasileiro. Por "O Beijo da Mulher Aranha", de 1985, foi indicado ao Oscar de melhor diretor. No papel principal, ao lado de Sônia Braga, William Hurt levou o prêmio de melhor ator. O filme também concorreu nas categorias de melhor filme e melhor roteiro adaptado.

Além deste, seus filmes mais conhecidos são "Pixote - A Lei do Mais Fraco", de 1982, com Marília Pêra no papel de uma prostituta, "Lúcio Flávio, o passageiro da agonia", de 1977, e "Carandiru", de 2003, baseado no livro "Estação Carandiru", do médico Dráusio Varella.

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Em sua carreira internacional, Babenco dirigiu alguns dos mais renomados atores do #Cinema norte-americano, como Jack Nicholson, Meryl Streep, Katty Bates e Aidan Quinn.

Seu último trabalho, "Meu amigo hindu" (2015), estrelado por William Dafoe, foi baseado em sua experiência pessoal. Babenco estava com câncer e fez um transplante de medula. O personagem, que descobre estar em estado terminal, tem como último desejo realizar apenas mais um filme. No elenco, Selton Mello, que representa a morte, Bárbara Paz, Maitê Proença e Maria Fernanda Cândido.