Acompanhada pelo marido e por sua advogada, a cantora Preta Gil compareceu à Delegacia de Repressão a Crimes de #Internet (DRCI), na zona norte do Rio de Janeiro, nesta terça-feira (26).

Preta Gil relatou que sofreu ataques racistas em sua página no Facebook, onde pessoas a xingavam de macaca e diziam que ela deveria voltar para a senzala. Segundo ela, quando se deparou com as ofensas, ficou muito nervosa e, depois de se aconselhar com amigos e advogados, decidiu registrar a queixa. Ela considera que foram mensagens de ódio.

A delegada Fernanda Fernandes, que a atendeu, vai pedir ao Facebook a quebra de sigilo de mais de 100 perfis.

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Preta Gil imprimiu a página com as mensagens, o que vai facilitar a identificação dos criminosos. O caso, que já está sendo investigado, prevê pena de um a três anos de reclusão. Pela lei brasileira o crime é inafiançável e imprescritível.

Preta Gil responde aos ataques

Em sua página na mesma rede social, Preta Gil publicou um longo texto, no qual responde aos ataques: "Nasci em um país miscigenado, tenho em mim o sangue indígena dos meus tataravós, sangue negro do meu pai, sangue branco da minha mãe e um coração repleto de amor e orgulho pelas minhas origens". Lembrando que é mãe e avó, Preta comenta sobre o quanto sofreu preconceito desde a infância, por ser negra, filha de cantor, por não ter corpo de modelo, por ter se casado "com alguém mais novo, e por aí vai..." Preta disse ainda que "agiram em bando, que são organizados e cruéis".

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Clamando por justiça e se dizendo cansada com a impunidade, a cantora deu seu principal recado: "Saibam, esse tipo de ataque só me fortalece, eu conheço o meu VALOR".

Indignada, Preta postou no Twitter: "Até quando veremos esse #Crime ser cometido impunemente na internet?"

Taís Araújo, Maria Júlia Coutinho, Seu Jorge, Ludmilla e Thiaguinho, são outros exemplos de famosos que sofreram preconceito racial. No caso de Taís Araújo os criminosos foram presos. As investigações concluíram que o grupo que publicou ofensas contra a atriz era especializado em crimes racistas na internet. Este caso comprova que, quando se trata de crime, não há anonimato.

 

  #Racismo