Cauã Reymond está em um papel desafiador, talvez o mais difícil de toda sua carreira. Desta vez, ele precisou deixar a beleza e o bom físico de lado, para dar vida a "Maurício", um marido apaixonado que busca por justiça. Na minissérie, que estreia nesta segunda-feira (22), o ator precisará tirar a vida da própria esposa, atendendo a um pedido feito por ela, o último desejo de sua amada.

Maurício viverá um grande dilema, que é a eutanásia, tema abordado na minissérie de Manuela Dias, logo nos primeiros capítulos. E é justamente por atender ao pedido da mulher que o personagem de Cauã ficará preso por 7 anos. Beatriz, interpretada por Marjorie Estiano, fica tetraplégica depois de ser atropelada e não se conforma em ter que passar o resto de sua vida assim, por isso, pede ao marido que coloque um fim em todo seu sofrimento.

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Sobre a atitude de seu personagem, Cauã Reymond diz que seu trabalho é todo voltado para um assunto muito delicado que é a eutanásia e que gostou de poder ter essa oportunidade, onde teve sua atenção mais voltada para essas situações que causam tanta polêmica. O ator revelou que ele já viveu isso em sua vida pessoal, quando seu avô estava internado e só conseguia se manter vivo por causa dos aparelhos.

Cauã conta que a lei sempre deve ser obedecida, mas na minissérie "Justiça" ele traz a história de um personagem que traz para o debate do público a questão da "justiça" e também da "vingança". Para viver "Maurício", o ator precisou se entregar ao personagem, mesmo assim, tem dificuldades para dizer o que realmente faria se tivesse que passar por uma situação parecida.

"Maurício" é um personagem diferente de tudo que Cauã Reymond já interpretou e isso tem mexido muito com ele.

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O galã conta que, por várias vezes, chegou a ir para casa tentando colocar-se no lugar do seu personagem, mas que é uma situação muito difícil, principalmente por não ter ao seu lado a pessoa que tanto ama e que o culpado é ele mesmo, afinal, foi o próprio marido que atendeu ao pedido da esposa que não quis viver tetraplégica.

"As pessoas deveriam ter o direito de decidir morrer", diz Cauã, lembrando, logo em seguida, que é a favor dessa decisão, mas que é preciso estar sempre de acordo com a lei. #Famosos #Televisão #Rede Globo