A minissérie 'Justiça', escrita por Manuela Dias,  começou pegando fogo no horário das onze, na Rede Globo. Com um time de peso, Debora Bloch, Adriana Esteves, Enrique Diaz, Ângelo Antônio, Vladimir Brichta, Leandra Leal, Marina Ruy Barbosa, Jesuíta Barbosa e Luiza Arraes, entre outros, '#Justiça' veio para mudar os paradigmas das tradicionais novelas brasileiras, apresentando diferentes histórias, onde o público é convidado a “julgar” o que é justo e o que não é. Quatro dos personagens são de Recife e são presos por razões diferentes. O personagem de Jesuíta Barbosa, Vicente, assassinou, por ciúmes, a noiva Isabela (Marina Ruy Barbosa); Adriana Esteves interpreta Fátima, uma mãe de família acusada por tráfico; a jovem Rose, vivida por Jéssica Ellen, é pega com drogas em uma festa; O personagem de Cauã Reymond “matou” a mulher, Beatriz (Marjorie Estiano) por meio da eutanásia, depois dela ficar tetraplégica ao ser atropelada.

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A trama tem início nos dias atuais, na capital pernambucana, e depois recua sete anos para mostrar como as histórias começaram.  A escolha por Recife não foi por a caso, foi levado em consideração a profundidade do lugar e, durante toda a história, a cidade é retratada nas cenas. Por trás de cada história e personagens há dilemas éticos e a necessidade de fazer justiça com as próprias mãos. O encontro dos personagens são coincidências sem motivo aparente, mas, ao longo da trama, eles descobrem que suas histórias estão interligadas e que, para fazerem justiça, precisam unir forças e ideias. Uma trama muito bem articulada com romances, dramas, crimes e muitas armações. É uma narrativa já vista nos cinemas como Crash, de Paul Haggis, mas, na TV brasileira, nunca foi apresentada.

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É uma trama ambiciosa e uma atitude errada pode mostrar a história antes da hora. O objetivo da autora é manter o telespectador atento e curioso por todos os detalhes e começar o julgamento já nos primeiros capítulos que se apresentaram de forma surpreendente. A minissérie deve ser entendida com a cabeça e com o coração, mas com a mesma intensidade, pois há uma afluência de acertos e encontros entre os personagens. Vale um destaque também, para a trilha composta pela canção Hallelujah, além de clássicos da música popular brasileira.