A novela das 23h, exibida pela TV Globo, terminou na noite de ontem (04) ,e a palavra sucesso está sendo usada para refletir o final da trama. Com um final muito esperado pelos telespectadores, "Liberdade, Liberdade" deixou para exibir, em seus últimos episódios, suas melhores facetas. O escritor Mário Teixeira foi o grande mestre que desenhou as letras no script do drama, já a direção de arte ficou a cargo de Vinícius Coimbra. A média da novela foi de 18 pontos no Ibope na grande São Paulo, ficando à frente da novela do ano passado "Verdades Secretas", que obteve média de 16.

A trama de Mário Teixeira não pecou em nada na arte de retratar Vila Rica que é a cidade atual de Ouro Preto, em Minas Gerais.

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A história se passou entre os séculos XVIII e XIX. Um tom mais escuro deu tonicidade ao que parecia os cenários, atores e ao figurino de época, dando, assim, mais realidade ao enredo. Esses aspecto artístico não é fácil de ser alcançado, até mesmo grandes produções pecam por não conseguirem mostrar a realidade em sua arte. Em comparação com a atual novela da Record "Escrava Mãe", que se passa no mesmo período, "Liberdade, Liberdade" se mostrou muito mais caracterizada.

O que chamou atenção nessa novela de época foi a direção e a qualidade da produção, com um elenco forte que soube dar vida e veracidade aos seus personagens. Podemos citar como belos exemplos, Matheus Solano, que deu vida ao vilão Rubião, o bandoleiro Mão de Luva, vivido por Marco Ricca, Maitê Proença mostrou que a fama de boa atriz faz jus a sua profissão, dando vida a Dionísia, uma mulher amarga.

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Teve ainda Lília Cabral, interpretando a Virgínia, uma moça que sofreu muito na vida, Nathalia Dill, que vem se consagrando como uma jovem talentosa atriz, ela, que interpretou uma garota mimada, a Branca. Caio Blat mostrou o porquê de ser querido do público brasileiro, arriscou e inovou protagonizando um homossexual, o André, e o Capitão Tolentino, protagonizado por Ricardo Pereira.

A História

Andreia Horta foi quem deu vida à protagonista vivendo a heroína Joaquina (Rosa Raposo). A impressão que se teve desta personagem, foi que ela trabalhou mais como uma revolucionária, filha de Tiradentes, Joaquina não lutou tanto quanto se conta nos livros de história. A moça foi sucumbida por Rubião, interpretado por Matheus Solano, ficando muito facilmente sob seu domínio. A atriz fez um belo papel, mas o script não favoreceu a verdadeira história da heroína, que poderia ter sido menos melodramática e mais lutadora.

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