Neste sábado, dia 17 de setembro, foi sepultado em um cemitério da Zona Leste de São Paulo o corpo do ator Domingos Montagner, que viveu o personagem Santo da novela "Velho Chico". Domingos era conhecido por ter grande experiência como palhaço de circo e emocionou a todos com sua versatilidade na televisão, teatro e cinema. Sua #Morte trágica foi por afogamento nas águas do Rio São Francisco, na cidade de Canindé do São Francisco, Sergipe. Ele estava junto com Camila Pitanga, sua parceira de cena, e decidiram pular no local após encerrarem uma gravação.

Após o enterro, muitas pessoas divulgaram na internet fotos do corpo de Domingos Montagner, o que é crime, e disseram que a culpa do seu falecimento é governamental, associando até mesmo a ex-presidente Dilma Rouseff (PT) à morte do artista.

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"Se ela [Dilma] olhasse mais a questão ambiental isso poderia ter sido evitado", culpou uma internauta pelo Facebook.

Brent Millikan, especialista em barragens e diretor da empresa Internacional Rivers do Brasil, deu entrevista para o The Intercept Brasil e disse que o local onde Domingos mergulhou é perigoso. A prainha de Canindé do São Francisco fica apenas 2 quilômetros de distância da barragem.

"Deveria haver um sistema de comunicação para todo mundo que vive rio abaixo (sobre as alterações na vazão das hidroelétricas) — índios, banhistas, turistas— mas isso não existe”, lamentou ele.

De acordo com os fãs, a hidrelétrica do Xingó, que fica próxima ao local da fatalidade, não tem fiscalização e tem falhas que podem ter causado a morte do ator.

Camila Pitanga disse para a polícia, em depoimento, que após pularem no rio sentiu que a correnteza estava muito forte e decidiu ir para outro local com o colega de trabalho.

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Depois de alcançar uma pedra, ela segurou na mão de Domingos, mas não conseguiu salvá-lo. Ele foi tragado pelas águas do local e encontrado morto a mais de 300 metros de distância da margem. Domingos teve morte por afogamento e deixou sua mulher e três filhos.

Na região onde aconteceu a fatalidade a hidrelétrica existe desde 1994. Segundo o site Folha de S. Paulo, há fendas e cânions sob o leito do rio, onde podem se formar redemoinhos fortes o suficiente par a tragar um ser humano. A profundidade da região é de até 120 metros.

A Companhia Hidrelétrica do São Francisco, administradora da usina, afirma que a vasão da água é de 600 m³ por segundo, que é correspondendo a 1/10 da vazão máxima.

Já o Sistema Único de Saúde informa que na região foram registradas 12 mortes por afogamento desde 2005, sendo uma por ano. Os moradores locais cobram fiscalização, pois afirmam estarem cansados de ver pessoas queridas serem levadas pela força das águas do São Francisco. #Domingos Montagner #Dilma Rousseff