O ator baiano, #Wagner Moura, que tem feito sucesso na segunda temporada de Narcos, série exibida na Netflix sobre o traficante Pablo Escobar, deu uma #entrevista para o blogueiro Leonardo Sakamoto, na qual falou sobre vários assuntos.

O tema de mais destaque na entrevista foi direcionado à política de combate ao tráfico de drogas, que segundo o ator, serve para punir o pobre. Em sua concepção, as drogas deveriam ser legalizadas, pois elas são um problema de saúde pública e não um caso de polícia.

O ator também falou sobre seus personagens, sua carreira e citou o fato de que planeja dirigir um filme sobre o ex-politico, guerrilheiro e militante comunista na época do regime militar, Carlos Mariguella, que realizava atos de terrorismo na intenção de implantar o regime de esquerda no país, almejando a derrubada dos militares através da luta armada.

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Wagner está em busca de empresas que possam financiar o filme, mas diz que não está conseguindo e acredita que isso seja porque ele é um militante político de esquerda, que diz não “reconhecer” o governo de Michel Temer e o atual ministro da cultura, Marcelo Calero. Moura também disse que já recebeu e-mails de empresas dizendo que não financiariam nada sobre ele ou sobre um terrorista.

E a lei Rouanet?

A Lei Rouanet aprova projetos para que empresas devidamente cadastradas possam decidir se querem investir ou não. As empresas que patrocinam, recebem isenção fiscal. Até pouco tempo atrás, havia algumas empresas fixas e grandes que sempre financiavam os projetos de pessoas que já eram famosas ou que tinham algum vínculo com as mesmas. O fato foi motivo de denúncias e reclamações na internet.

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O ator e ativista político Alexandre Frota chegou a fazer um vídeo para explicar como a lei funcionava na prática.

Com a mudança de governo e de ministro da cultura, a lei acabou rejeitando projetos que considerava ter valores exorbitantes. O ministro Marcelo Calero disse que tenta articular no Senado uma mudança na lei, de forma que empresas menores com lucro presumido possam participar do projeto. Dessa forma, o chamado ‘monopólio’ de empresas que sempre investem nos mesmos grupos cairia, pois haveria empresas atuando em todo o país e que poderiam investir em projetos pequenos de artistas amadores e anônimos. Mas de uma forma geral, ter um projeto aprovado, não garante patrocínio. #Famosos