Em Westworld, a nova série da HBO, baseada no filme de mesmo nome, os limites morais estão longe de existirem. Uma espécie de parque temático recria o faroeste americano, selvagem, e foi desenvolvido justamente para que os milionários pudessem saciar seus desejos, ainda que possam ser horríveis e hediondos, como estuprar mulheres e assassinar caubóis.

Porém, justamente para que essa selvageria não pese a consciência dos hóspedes, as mocinhas molestadas e os homens assasinados são robôs. Fisicamente são idênticos aos humanos, inclusive são capazes de se emocionar, sorrir, chorar, mas são completamente programados. Tal programação garante até mesmo que não ferirão os clientes do local, são artificialmente inteligentes, como androides, e devem seguir por completo as leis da robótica previstas por Isaac Asimov (1920-1992) - mas o controle sobre as máquinas não vai perdurar como os cientistas gostariam.

Publicidade
Publicidade

Passar dos limites, machucar, fazer mal a um robô, que teoricamente não possui consciência própria, pode ser visto como crueldade? É um verdadeiro debate filosófico que #Westworld propõe. A mesclagem de sci-fi com o velho oeste deverá estrear no dia 2 de outubro, às 23h na #HBO.

Em entrevista cedida à Folha, Rodrigo Santoro que faz parte do elenco do novo seriado, afirmou que seu personagem transmite essas questões. Ele viverá Hector Escaton, um pistoleiro, robô, e o ator, mesmo após gravar a primeira temporada completa, não sabe distinguir se Hector é um mocinho ou um vilão.

"Quando pude ler os roteiros, me recordo de fazer um intervalo e refletir 'nossa, não acredito aonde isso vai dar', no intuito de conceber o que é o mal e o bem", disse Rodrigo, "O seriado tem cavalo, caubói, mas há também um profundo estudo a respeito da natureza humana, da sede pela violência...

Publicidade

Basta abrir um jornal que você vê, concluiu.

Sendo uma verdadeira aposta da HBO para que o canal não sucumba ao final de 'Game of Thrones', Westworld terá seu primeiro episódio aberto para aqueles que não são assinantes do canal. E assim como GOT, não há economia na nudez e no derramamento de sangue.

#Game of Thrones