A revista americana "#glamour" elegeu as #mulheres do ano que são inspiração nas mais diversas áreas: política, moda, entretenimento e esportes, por exemplo. Porém, pela primeira vez, a revista também apontou o melhor homem do ano, o vocalista do U2, Bono, 56, foi eleito pelo seu trabalho com sua campanha "Poverty is Sexist" - Pobreza é Sexista, em tradução livre - a qual tem como objetivo documentar a conexão entre o gênero e a pobreza, e então enviar esse documento para todos os chefes do executivo dos países do mundo. De acordo com Bono, os homens tem grande responsabilidade na desigualdade de gênero e, portanto, devem estar envolvidos nas soluções.

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As eleitas

Capa da edição de dezembro da revista, Gwen Stefani é uma das eleitas, com seu primeiro álbum solo em dez anos, "This is What the Truth Feels Like", foi escrito após seu divórcio e é considerada um ícone pelo seu poder de se expressar. Simone Biles chegou a perder a confiança em si mesma em 2013, após ganhar uma vaga no time americano de ginástica, e com a ajuda de uma psicóloga conseguiu acreditar em seu talento, o que trouxe resultados nas Olimpíadas de 2016, com dez medalhas de ouro.

Com a intenção de unir as pessoas com vistas para a questão racial, Patrisse Cullors, 33, Alicia Garza,35 e Opal Tometi, 32, criaram uma plataforma digital que se iniciou com a hashtag #BlackLivesMatter. Ashley Graham também viu nas plataformas digitais uma forma para fazer com que as pessoas se aceitem como são, conectando mulheres via redes sociais, usando a hashtag #beautybeyondsize e com tantos seguidores ela pretende pressionar a indústria da moda.

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No campo político, a revista ressalta Christine Lagarde, 60, sendo a primeira mulher a ocupar o cargo de ministra de finanças na França; no comando da economia de um país do G8; diretora do Fundo Internacional Monetário (FMI) e mede seu sucesso na forma de como ela é um modelo para muitas jovens. Uma jovem inspiradora é Nadia Murad, 23, que morava em uma vila no Iraque quando membros da ISIS invadiram a área e a sequestraram para ser uma escrava de sexo, ela aguentou a tortura por três meses e finalmente conseguiu fugir. Atualmente, Nadia quer levar ISIS para o Tribunal Internacional Penal, obtendo atenção de diplomatas das Nações Unidas e líderes da ISIS, de modo que por conta disso tem sido ameaçada, porém, ela diz que não tem medo deles, pois não há mais nada que podem fazer com ela.

Na área da moda, Miuccia Prada é eleita, e Anna Wintour, editora-chefe da Vogue, explica o porquê: “Antes de qualquer pessoa discutir sobre o empoderamento feminino por meio da moda, Miuccia estava assiduamente desenhando roupas que conversavam com nossa necessidade de roupas bonitas para usar, enquanto que simultaneamente celebrava o que é ser uma mulher no mundo de hoje”.

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Zendaya, jovem atriz e cantora, se prepara para lançar no ano que vem sua linha de roupas Daya by Zendaya, mas suas ações tem alcance maior do que a moda e o entretenimento. Ela é considerada uma voz para os mais jovens que gostariam de ver mudanças no mundo e espera inspirar seus fãs a tomar atitudes, dizendo que é preciso aprender a se valorizar e saber do poder que cada um tem.

A premiação irá contar com um tributo especial a Emily Doe, uma jovem que foi assediada sexualmente na Universidade de Stanford após uma festa por Brock Turner. Suas palavras mudaram as discussões sobre assédio sexual, as quais diziam: “Eu sou um ser humano que foi irreversivelmente machucado. Você tirou meu valor, minha privacidade, minha segurança, minha intimidade, minha confiança, minha própria voz, até esse momento.” Brock Turner foi sentenciado a regime fechado por somente seis meses, com a justificativa que um tempo maior teria um impacto severo em sua vida. Suas palavras ajudaram a aumentar o voluntariado em linhas de ajuda para estupro e o estado da Califórnia não permite mais sentenças leves para casos em que a vítima estava inconsciente ou severamente intoxicada. #mulheres do ano