A atriz Andreia Horta foi a escolhida para interpretar a inesquecível Elis Regina nas telonas. Ela apareceu de cabelos curtinhos para a divulgação do #Filme e gerou muitos expectativas nos fãs. A mulher que fez uma revolução na música popular brasileira já há muito tempo merecia essa homenagem, mas o filme cometeu uma injustiça com a divina "Pimentinha", diminuindo seu brilho nos anos seguintes à sua morte.O filme teve sua estreia nessa quinta-feira (24), em cinemas do Rio, contando a trajetória da cantora.

Essa cantora incrível não foi grande, somente interpretando músicas como "Águas de Março", "Fascinação" ou "Como Nossos Pais", ela também foi a grande precursora da Bossa Nova, hoje MPB, e para quem ainda não conhecia esse fato, vai ter oportunidade de conferir.

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A vida da "Pimentinha" é narrada desde que ela chegou ao Rio, com o pai Zé Carlos, nos anos 60, o tempo que morou em São Paulo, além de contar sobre seus casamentos com Ronaldo Bôscoli, Interpretado por Gustavo Machado e depois do divórcio veio a união com Cesar Camargo Mariano (Caco Ciocler). A história segue certinha, sem muita emoção.

Outro fator que vai chamar atenção do telespectador, é a necessidade de enfatizar a grandiosidade de Elis com frases do tipo: "Eu sou a maior e a menor cantora do Brasil", ela media apenas 1,53 metro ou então: "Agora eles vão ver o que é que a gaúcha tem", em referência ao fato dela ter nascido no Rio Grande do Sul. O filme repete isso várias vezes, o que é um pouco contraditório, já que, na interpretação de Andreia Horta, ela não lembra em nada ser gaúcha.

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Segundo o diretor do filme, Hugo Prata, que ao lado de Luiz Bolognesi e Vera Egito assinam o roteiro, o corte em Tom Jobim e Águas de Março se fizeram necessários porque o longa é focado mais na vida íntima da estrela, portanto, foram cortados vários trechos que não eram coerentes com a narrativa, como Rita Lee que originou o nome da filha de Elis Regina, Maria Rita, ou o álbum gravado com Jair Rodrigues, "Dois na Bossa", que foi o primeiro disco a vender 1 milhão de cópias. Mas o diretor não se abala com as críticas e diz que a história conta a trajetória particular da "Pimentinha" até o dia de sua morte precoce, aos 36 anos. #celebridades