#Fátima Bernardes nunca imaginaria que uma enquete em seu programa daria tanto o que falar e agitaria as redes sociais. Na última quinta-feira (17), com base no filme "Sob Pressão", em que é abordada a ética médica, a apresentadora propôs uma #enquete na qual os convidados tinham que escolher entre socorrer um traficante gravemente ferido ou um policial levemente ferido. Na ótica médica, seis convidados escolheram socorrer o traficante, contra um apenas que socorreria o policial, só que isso gerou muita revolta.

Essa enquete gerou muita revolta nas redes sociais e ataques pessoais à apresentadora. Até o deputado Jair Bolsonaro entrou na polêmica e gravou um vídeo sugerindo que a apresentadora estava defendendo os traficantes.

Na manhã desta terça-feira (22), a apresentadora resolveu se manifestar e se posicionar em relação à #Polêmica enquete. Ela teve como convidado o major Ivan Blaz, chefe da assessoria da Polícia Militar do Rio de Janeiro, e disse ter se surpreendido com a repercussão da enquete.

Fátima deixou bem claro que o tema era a ética médica e que os médicos não se perguntam a quem estão socorrendo, pois faz parte do juramento da profissão atender a quem necessitar. Fátima disse que pelas redes sociais, ela e o programa teriam tomado partido do traficante, em vez dos policiais, mas que jamais fariam isso, ainda mais que o programa discute temas relevantes todos os dias. "Jamais ficaríamos do lado de quem está fora da lei. Estaremos sempre ao lado da polícia, que trabalha legalmente".

O major deixou bem claro que muitos agentes policiais ficaram ofendidos com a questão e que entende que de acordo com a ética médica, isso seria o certo a se fazer, socorrer o mais ferido, mas visto a crise ética, moral e política brasileira, muitas pessoas do bem estão migrando para o lado dos bandidos e traficantes. Ele lembrou até do momento em que preferiram salvar Barrabás ao invés de Jesus Cristo.

Fátima deixou bem clara a sua posição pessoal: “Se eu estivesse entre um policial e um traficante, eu, Fátima, socorreria o policial", mas como não é médica, não precisaria fazer essa escolha e disse que não teve uma escolha do programa ou dela em benefício do tráfico e detrimento do policial. E que ninguém deve atacar e acusar um médico por socorrer a quem mais precisar no exercício de sua profissão.