Há 25 anos uma das maiores vozes do #rock e da música mundial calava-se para sempre. No dia 24 de novembro de 1991, horas após anunciar que era portador do vírus HIV, #Freddie Mercury deixou esse mundo, mas não sem antes dizer: the show must go on. O show deve continuar. E continuou, na memória de multidões que acompanharam seus concertos históricos do Queen, como no Live Aid, Montreal, Wembley e até mesmo no Rock In Rio I, este com direito a uma execução de Love Of My Life que impressionou os membros da banda. Um coral de mais de 200 mil vozes, ao qual Freddie se rendeu, limitando-se apenas a reger o momento mais marcante daquele festival.

Continuou nas fitas K7, CD´s, MP3 e iphones das gerações que sucederam 1991.

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Que descobriram através do YouTube as magníficas performances daquele que soube ser um mestre em cima dos palcos e nos seus videoclipes. Uma grande revolução para a época.

A vida e o Queen

Farrokh Bulsara, nome de batismo do cantor, nasceu na histórica cidade de Zanzibar, na Tanzânia, uma colônia britânica, em 5 de setembro de 1946. Aos 17 anos se mudou com a família para Londres, onde estudou arte na Escola Politécnica Isleworth.

Depois de fundar a banda Ibex, que teve vida curta, e tocar no grupo Sour Milk Sea, Freddie se juntou ao guitarrista Brian May e ao baterista Roger Taylor no trio Smile, além do baixista Tim Staffell. Posteriormente passaram a se chamar Queen, nome sugerido por Freddie. Após a saída de Tim e vários testes com outros baixistas, finalmente o grupo encontrou John Deacon e a banda chegou à sua formação definitiva.

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Durante duas décadas a banda emplacou dezenas de singles e vendeu milhões de cópias de discos. Seus shows arrastavam multidões tanto na Europa quanto na América. Mas em paralelo ao sucesso também houve muitas discussões internas entre membros da banda, juntamente com um estilo de vida excêntrico de seu vocalista, regado a festas com muito sexo, bebidas e drogas. “Tive mais amantes que Elizabeth Taylor”, disse em uma entrevista.

Apesar de ter anunciado que era portador do vírus HIV apenas momentos antes de morrer, Freddie já tinha consciência disso desde 1985. E é impressionante notar que suas maiores performances nos palcos aconteceram justamente quando ele já sabia da doença. E isso ele deixou explícito na música Show Must Go On, um de seus últimos trabalhos. “Por dentro meu coração está se partindo. Minha maquiagem pode estar escorrendo. Mas meu sorriso ainda permanece”, diz a letra, mostrando que, mesmo sabendo de seu estado, ele acreditava que o show deveria continuar. O clipe foi lançado na semana de sua morte e trazia imagens de vários outros clipes de todas as épocas da banda.

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Confirmada sua morte, outro clipe veio a público, desta vez com imagens inéditas e recentes, que foi como uma despedida do astro. Mesmo editado em preto e branco os fãs ficaram chocados com o estado terminal com que o vocalista do Queen se apresentou. Bastante abatido pela doença, Freddie já não apresentava mais aquela explosão característica em seus vídeos, limitando-se apenas a pequenos gestos com as mãos e permanecendo sempre no mesmo lugar. A voz já não era tão forte como outrora, mas seguia marcante.

A canção, intitulada These Are The Days Of Our Lives (Esses Eram os Dias de Nossas Vidas), trazia uma reflexão de como fora sua vida, de quando era jovem e louco, os dias intermináveis e as coisas ruins tão poucas. “Você não pode voltar o relógio, você não pode voltar a maré. Isso não é uma pena? Eu gostaria de voltar apenas uma vez num passeio de montanha russa. Quando a vida era só um jogo”, diz um trecho.

Qual fã não gostaria de voltar no tempo, mas não para um passeio de montanha russa, e sim para poder ver pela última vez uma apresentação a plenos pulmões de Freddie Mercury?