A maior tragédia do futebol brasileiro comove o país inteiro e modifica os movimentos esportivos e televisivos no Brasil. Nessa madrugada de terça-feira (29), o avião que transportava a equipe da #Chapecoense – um xodó nas redes sociais por sempre surpreender principalmente as equipes tidas como ‘grandes do futebol brasileiro’ – caiu e matou a maior parte dos jogadores e das pessoas que faziam parte da direção da equipe, além de dezenas de jornalistas. Nessa manhã de terça, no programa Encontro com Fátima Bernardes, um dos maiores narradores do País não conteve a tristeza e caiu em choro, quando comentava sobre essa tragédia.

“Sinceramente não tenho mais vontade de fazer futebol neste ano”, disse Galvão Bueno, visivelmente abalado e de olhos vermelhos.

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Escalado para narrar o segundo jogo da Copa do Brasil nessa próxima quarta-feira, 30, entre Grêmio e Atlético Mineiro, Galvão disse, ao vivo, que essa tragédia foi a que mais abalou a sua vida profissional e uma das que mais abalaram a sua própria vida pessoal. Ele confirmou que não tem condições de narrar mais nenhum jogo durante o resto desse ano.

“Esse é o pior momento que eu vivo em 42 anos de carreira”, disse o narrador da Rede Globo de TV, quando ainda contribuía com os seus comentários acerca da cobertura que a Globo fez durante praticamente toda a manhã dessa terça-feira. Galvão ainda lembrou-se da tragédia que levou a vida de outro grande esportista brasileiro, Ayrton Senna, que aconteceu no ano de 1994. Naquela época, o piloto do Brasil morreu em uma batida no GP de San Marino, no autódromo de Ímola, e o narrador da Globo presenciou o fato, pois estava narrando a corrida.

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A Chapecoense viajava para a cidade de Medellín, na Colômbia, para disputar a final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional. No entanto, a poucos quilômetros de chegar ao seu destino, a aeronave caiu e matou a maior parte dos tripulantes. Pane elétrica e as péssimas condições climáticas podem ter contribuído para que a aeronave perdesse o controle e caísse.