No episódio do programa dominical “Preto no Branco”, exibido no dia 30 de outubro, às 21h30, #Pedro Bial explicou ao entrevistador Jorge Bastos Moreno, que é também colunista político do jornal O Globo, por que se submeteu em setembro deste ano à uma operação para colocação de três pontes de safena.

Foi uma medida tornada necessária pelo mau estado em que se encontrava seu sistema circulatório. Segundo contou o entrevistado, que apresentará diariamente um talk show no horário atualmente ocupado pelo Programa do Jô, ele fez, na segunda-feira depois dos Jogos do Rio, uma tomografia para ver se tinha pneumonia. O exame mostrou que os pulmões não apresentavam problemas, mas revelou que havia algo suspeito com suas coronárias.

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Uma angiotomografia confirmou: as coronárias, artérias que irrigam o coração com sangue arterial e, portanto, com o oxigênio de que ele precisa para funcionar, apresentavam entupimentos e calcificações que ameaçavam obstruí-las, bloqueando o fluxo de sangue e mataando Bial de uma hora para outra.  

"Foi um susto porque eu não tinha sintoma algum de cardiopatia”, disse ele, acrescentando que, se tivesse tido um infarto, teria sido fatal, devido ao estado adiantado do problema. Não havia opção, era necessário agir rapidamente, o que explica por que a operação pegou de surpresa a imprensa e os fãs do apresentador do Big Brother Brasil, que será, no ano que vem, substituído no comando do reality show pelo apresentador do The Voice Brasil, Tiago Leifert.

Perfil jornalístico atrás da mesa para superar a “roubada” em que se meteu

Além de falar de sua saúde, o global falou a Bastos Moreno sobre o talk show que está criando para ocupar o lugar do comediante Jô Soares, a partir de 2017 e, bem humorado, classificou o desafio como uma “roubada”, acrescentando que o Brasil ama Jô e será muito difícil substituí-lo.

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Sem pretensões de revolucionar o gênero, mas desejoso de dar estilo próprio ao programa, Bial, que na condição de correspondente internacional da Globo cobriu acontecimentos históricos como o fim da União Soviética, e no Brasil apresentou o programa jornalístico Fantástico por mais de uma década, afirmou: “Vai ser sempre um cara atrás da mesa, umas pessoas falando, mas eu estou com um grupo de criação e trabalhando bastante para pensar numa maneira de fazer isso renovado. Às vezes eu tenho um lampejo de senso de humor, mas eu não sou comediante, sou jornalista. Então, eu acho que esse perfil jornalístico da busca de relevância é o caminho que eu tenho que trilhar. O humor virá naturalmente”, confia Bial.

Ele também comentou sua amizade com o falecido roqueiro Cazuza, que foi seu colega de escola e seu parceiro em uma empreitada jornalística precoce: entrevistar o poeta Vinícius de Moraes como trabalho escolar. O “poetinha”, como era chamado, recebeu os dois tomando uísque na banheira. Os dois garotos voltaram da entrevista bêbados, história que o pai de Cazuza adorava contar. #global #Famosos